Yoga – conheça a teoria que precede a prática

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Praticar Yoga está na moda. Academias lotam suas classes, com a promessa de corpo forte e mente tranquila. Redes sociais tornaram-se vitrines, onde os praticantes mostram suas evoluções na prática das posturas.

Nenhum problema quanto a popularidade da parte física do Yoga. Realmente, trata-se de uma atividade incrível que, quando realizada com o devido acompanhamento profissional, oferece inúmeros benefícios ao praticante. Mas Yoga é muito mais que isso.

Ásanas (posturas) constituem apenas um dos ramos do Yoga. Ser um praticante, significa seguir toda a filosofia yogi, descrita nos Yoga Sutras, de Patânjali. 

Considerado um siddha (yogi perfeito), Patânjali teria vivido na Índia por volta do século 4 d.C. Ele foi o responsável pelos textos (sutras) que descrevem a filosofia desta prática milenar (muito mais antiga que ele, o Yoga foi criado há mais de 5.000 anos).

A palavra Yoga significa “União”. A prática visa integrar/unir nossos 4 corpos: fisico, energético, emocional e mental. O objetivo final da prática do Yoga é atingir o Samadhi, um estado de plena lucidez e hiperconsciência, algo como o Nirvana do Budismo.

O caminho para atingir o Samadhi passa por 8 estágios, descritos por Patânjali. São eles:

Yamas (princípios morais), Nyamas (princípios de autopurificação), Àsanas (posturas psicofísicas), Pranayamas (controle rítmico da respiração), Pratiahara (contenção dos sentidos), Dharana (concentração), Dhyana (meditação), Samadhi , (hiperconsciência, iluminação).

Em resumo, praticar Yoga significa seguir o caminho da não violência, do respeito à vida em todas as suas formas. Viver a verdade, sendo honesto nas palavras e atitudes. É ter o domínio de nossas energias, entendendo que nos relacionamos energeticamente com nossos parceiros, em nossos contatos íntimos e emocionais.

Praticar o desapego, a não possessividade, é também um grande preceito do Yoga (amar alguém sem possuí-lo, possuir bens materiais sem se deixar possuir por eles).

A pureza (física, emocional, mental) é alcançada através da alimentação limpa e sem sofrimento (vegetarianismo), dos mantras e da meditação. Dentro dos Nyamas, ainda temos a prática do contentamento (onde devemos procurar a alegria e quando não for possível, ao menos manter um estado de serenidade e paz interior), a autosuperação e auto observação.

Nosso corpo físico é nosso meio de expressão no mundo material. Devemos deixá-lo forte, saudável, flexível. Sendo assim, os Àsanas (posturas) trabalham nossos centros de força, estimulam o funcionamento dos plexos, das glândulas e promovem, como consequência, o aumento no tônus muscular, favorecendo a boa estética física.

Indispensável à pratica de todo yogi, os Pranayamas (exercícios respiratórios), promovem a oxigenção do corpo, pacificando as emoções e expandindo a bioenergia, devendo fazer parte de todo treinamento.

O caminho para o Samadhi, passa também pela abstração e controle dos sentidos, através de técnicas de Concentração, e pela Meditação, técnica amplamente estudada pela ciência, com benefícios inúmeros, dentre eles a expansão da consciência, o aflorar da intuição, controle do stress, rejuvenescimento fisiológico, paz interior, dentre muitos outros.

Sim, o caminho é longo e talvez dure a nossa vida inteira. Mas, não existe caminho novo, o que existe é um novo jeito de caminhar. Vamos praticar a União. Esse é o intuito da nossa existência: compartilhar, amar, evoluir.

“Tu és infinito e toda alegria para ti está aberta”.

Namastê!

Luciane Ferreira.

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