A minha Roma

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Escrever sobre viagens sempre esteve nos meus planos. Penso que o assunto se encaixa perfeitamente no contexto de saúde integral.

O impulso para essa postagem veio de uma conversa minha com uma amiga, que no momento encontra-se em plena Eurotrip.

Se você gosta de viajar como eu, já deve ter lido muitos textos com dicas de turismo, guias e tudo mais. Mas dessa vez vai ler algo diferente. E acho que você vai gostar de conhecer Roma pelos meus olhos, pelos meus sentimentos.

Vamos?

(abro aspas para meu próprio texto, transcrito fielmente de meu diálogo com minha amiga viajante)

“Não escreverei dicas turísticas, isso tem aos montes por aí. Mas quero te falar um pouco da minha experiência em Roma. Sobre coisas que não estão necessariamente nos guias, mas que a gente só vive estando lá, coisas que estão na minha mente e coração, onde permanecerão para sempre.

Ahh … a magia de viajar… você está prestes a entrar num caminho sem volta.

Roma é uma cidade doida! O aeroporto é super longe, você  entra em seu autobus ou taxi e pega a estrada em direção à cidade. Não parece nada demais até que de repente… você  passa ao lado do Coliseu!  Assim, vai andando por uma cidade aparentemente “normal” e de tempos em tempos se depara com construções milenares. É assustador, o coração até acelera!

Tem que visitar o Fórum Imperial. Tem que visitar o Coliseu. Tem que ver a Fontana de Trevi e jogar a moedinha!

Coma pizza em Roma! Por favor! Se não em Roma pelo menos em outra cidade da Itália. Em Roma coma pizza no Trastevere, um bairro às margens do Rio Tibre, o bairro Boêmio da cidade. Restaurantes bons e pizzarias boas estão lá.

Comi numa pizzaria chamada Dar Poeta. Aquele estilo de pizza de Nápoles, do filme ‘Comer, Rezar, Amar’. Pizzaria em Roma, como em Nápoles, é assim: divide-se a mesa. Alguns lugares têm mesas compridas e senta-se um ao lado do outro . A pizza é individual, fina, massa elástica, crocante e muito leve. Sabores apenas tradicionais, não tem essa “bagunça” de coisas por cima como aqui.

Coma macarrão em Roma! O espaguete ao Cacio e Pepe (queijo e pimenta) só se come lá. O Carbonara deles não tem nada a ver com o nosso, e é divino. Só não recomendo comer à Bolonhesa, aliás é o que menos se come na Itália, isso é coisa nossa mesmo.

O Gelato italiano, claro! Nunca mais você vai achar outro sorvete gostoso depois que tomar sorvete em Roma. O de Pistachio (pistache) é tradicional. Como também o de creme com baunilha.

A “estrela” de Roma nos doces é a Nutella. Isso é coisa deles. Tome Gelato de Nutella! Eu não sei como eles fazem pra aquilo ficar tão cremoso, sério, impressiona.

Café na Itália, lógico! O Expresso deles é o melhor do mundo. E é só um pouquinho que vem. Italianos costumam pedir expresso rápido no balcão e “viram” a xícara (como brasileiro vira cachaça) e já saem rapidamente  para os  seus compromissos.

Você vai “bater perna” em Roma e as ruas são com pedras, que machucam a sola dos pés. Eu quis conforto e usei rasteirinha. Me lasquei. Acabei com meu pé. Virou um “pão”. Use tênis, ou algum sapato que não fique com o solado  encostado no chão.

Roma no verão  é um forno. Nas ruas  existem fontes de água para as pessoas se servirem. Pode pegar e beber tranquilamente.  Meu hotel tinha uma fonte em frente. Eu descia com a garrafa de água e abastecia.

Vai ao Vaticano? Compre antes para nao ficar na fila. As filas são gigantes.

Tem que se cobrir um pouco para o Vaticano. O calor em Roma é infernal e a mulherada se veste com pouca roupa. Então, lá tem umas “vestimentas” meio que descartáveis para elas se cobrirem.

Mas tranquilo, não indo de pernas de fora, nem decotes, nem muito cavada nos braços ok! Eu fui de calça comprida e uma blusa leve e ampla, cobrindo tudo.

Vai “com fé” em todos os cômodos da Capela Sistina, vale a pena. Aguente o cansaço até o auge que é, no teto, a Criação de Adão, de Michelangelo. É de tirar o fôlego. Você jamais vai esquecer esse momento. É de marcar a vida.

Ah, se acaso cruzar com a Gelateria Romana, tome o Gelato lá! O melhor dos melhores.

Tem compras na Via dei Condotti e  na via Del Corso. Comprei roupas e  bolsas. Bolsa italiana é tudo de bom. Tem grifes deles, como a Diesel. Mas não é  barato, não. Nos outlets americanos faz-se melhor negócio.

Não viajo para fazer compras. Não curto esse tipo de prazer. Compro poucas coisas, mas que me tragam a lembrança de onde estive.

Achei que seria capaz de descrever minha experiência por completo na Cidade Eterna. Impossível. Tem que viver, tem que experimentar com os próprios pés. Como você fará. Faça agora  a “sua” Roma.

Buon  viaggio!!”

 

 

 

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