Nós, a luz e a sombra

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A sua melhor versão, que quer encontrar a saída em você, é você! Nunca deixou de ser. Você vive cercado de flores, céu e estrelas porque essa é uma maneira de te manter imerso no que você realmente é (“o que está fora é como o que está dentro”).

Sabe aquele símbolo do ying/yang ? Acho bonito o sentido da imagem. Ele mostra que tudo existe ao mesmo tempo (coexiste) sem separação.

No lado escuro do símbolo tem um pontinho branco, certo? Um ponto branco no meio da escuridão, por onde é possível penetrar para voltar ao lado claro. Mas o oposto também acontece!  Às vezes entra-se pelo ponto escuro, mesmo estando no lado claro.

Compreendendo  isso podemos ficar serenos, porque sabemos que não permaneceremos lá para sempre, porque a saída está ali mesmo. Quando paramos de procurar fora, a luz nos salta aos olhos.

Quando entendi isso, percebi que não faz sentido julgar comportamentos, momentos, pessoas… porque todos transitamos por esses opostos.

Com poucas exceções, todas as nossas reações e atitudes são maneiras de nos manter vivos. De nos manter em segurança. De nos proteger. Como julgar qualquer ser humano quando entendemos isso?

Eu não te julgo, porque eu te entendo. Entendo, porque tem um pouco de você em mim e tem um pouco de mim em você.

Eu te amo, te respeito e vibro a cada passo que você dá rumo ao despertar do que você realmente é. Porque todos somos um. O seu caminhar é também o meu. Vamos juntos, mesmo separados, porque o caminho é um só!

Namaste.

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A minha Roma

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Escrever sobre viagens sempre esteve nos meus planos. Penso que o assunto se encaixa perfeitamente no contexto de saúde integral.

O impulso para essa postagem veio de uma conversa minha com uma amiga, que no momento encontra-se em plena Eurotrip.

Se você gosta de viajar como eu, já deve ter lido muitos textos com dicas de turismo, guias e tudo mais. Mas dessa vez vai ler algo diferente. E acho que você vai gostar de conhecer Roma pelos meus olhos, pelos meus sentimentos.

Vamos?

(abro aspas para meu próprio texto, transcrito fielmente de meu diálogo com minha amiga viajante)

“Não escreverei dicas turísticas, isso tem aos montes por aí. Mas quero te falar um pouco da minha experiência em Roma. Sobre coisas que não estão necessariamente nos guias, mas que a gente só vive estando lá, coisas que estão na minha mente e coração, onde permanecerão para sempre.

Ahh … a magia de viajar… você está prestes a entrar num caminho sem volta.

Roma é uma cidade doida! O aeroporto é super longe, você  entra em seu autobus ou taxi e pega a estrada em direção à cidade. Não parece nada demais até que de repente… você  passa ao lado do Coliseu!  Assim, vai andando por uma cidade aparentemente “normal” e de tempos em tempos se depara com construções milenares. É assustador, o coração até acelera!

Tem que visitar o Fórum Imperial. Tem que visitar o Coliseu. Tem que ver a Fontana de Trevi e jogar a moedinha!

Coma pizza em Roma! Por favor! Se não em Roma pelo menos em outra cidade da Itália. Em Roma coma pizza no Trastevere, um bairro às margens do Rio Tibre, o bairro Boêmio da cidade. Restaurantes bons e pizzarias boas estão lá.

Comi numa pizzaria chamada Dar Poeta. Aquele estilo de pizza de Nápoles, do filme ‘Comer, Rezar, Amar’. Pizzaria em Roma, como em Nápoles, é assim: divide-se a mesa. Alguns lugares têm mesas compridas e senta-se um ao lado do outro . A pizza é individual, fina, massa elástica, crocante e muito leve. Sabores apenas tradicionais, não tem essa “bagunça” de coisas por cima como aqui.

Coma macarrão em Roma! O espaguete ao Cacio e Pepe (queijo e pimenta) só se come lá. O Carbonara deles não tem nada a ver com o nosso, e é divino. Só não recomendo comer à Bolonhesa, aliás é o que menos se come na Itália, isso é coisa nossa mesmo.

O Gelato italiano, claro! Nunca mais você vai achar outro sorvete gostoso depois que tomar sorvete em Roma. O de Pistachio (pistache) é tradicional. Como também o de creme com baunilha.

A “estrela” de Roma nos doces é a Nutella. Isso é coisa deles. Tome Gelato de Nutella! Eu não sei como eles fazem pra aquilo ficar tão cremoso, sério, impressiona.

Café na Itália, lógico! O Expresso deles é o melhor do mundo. E é só um pouquinho que vem. Italianos costumam pedir expresso rápido no balcão e “viram” a xícara (como brasileiro vira cachaça) e já saem rapidamente  para os  seus compromissos.

Você vai “bater perna” em Roma e as ruas são com pedras, que machucam a sola dos pés. Eu quis conforto e usei rasteirinha. Me lasquei. Acabei com meu pé. Virou um “pão”. Use tênis, ou algum sapato que não fique com o solado  encostado no chão.

Roma no verão  é um forno. Nas ruas  existem fontes de água para as pessoas se servirem. Pode pegar e beber tranquilamente.  Meu hotel tinha uma fonte em frente. Eu descia com a garrafa de água e abastecia.

Vai ao Vaticano? Compre antes para nao ficar na fila. As filas são gigantes.

Tem que se cobrir um pouco para o Vaticano. O calor em Roma é infernal e a mulherada se veste com pouca roupa. Então, lá tem umas “vestimentas” meio que descartáveis para elas se cobrirem.

Mas tranquilo, não indo de pernas de fora, nem decotes, nem muito cavada nos braços ok! Eu fui de calça comprida e uma blusa leve e ampla, cobrindo tudo.

Vai “com fé” em todos os cômodos da Capela Sistina, vale a pena. Aguente o cansaço até o auge que é, no teto, a Criação de Adão, de Michelangelo. É de tirar o fôlego. Você jamais vai esquecer esse momento. É de marcar a vida.

Ah, se acaso cruzar com a Gelateria Romana, tome o Gelato lá! O melhor dos melhores.

Tem compras na Via dei Condotti e  na via Del Corso. Comprei roupas e  bolsas. Bolsa italiana é tudo de bom. Tem grifes deles, como a Diesel. Mas não é  barato, não. Nos outlets americanos faz-se melhor negócio.

Não viajo para fazer compras. Não curto esse tipo de prazer. Compro poucas coisas, mas que me tragam a lembrança de onde estive.

Achei que seria capaz de descrever minha experiência por completo na Cidade Eterna. Impossível. Tem que viver, tem que experimentar com os próprios pés. Como você fará. Faça agora  a “sua” Roma.

Buon  viaggio!!”

 

 

 

Sobre fins e recomeços: encarando com serenidade o fluxo da vida

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Há certos momentos na vida que por si mesmos são verdadeiros marcadores que sinalizam o fechamento de um ciclo, quer aceitemos ou não.

Precisamos desenvolver nossa “escuta interior” e através da nossa capacidade de compreensão, termos lucidez e sensibilidade para aceitarmos que algo já se deteriorou. A partir dessa percepção, é possível nos reposicionarmos e nos readaptarmos para darmos boas vindas ao “novo”, com suas infinitas possibilidades.

Quando a vida nos sinaliza que um ciclo está se fechando, aceite o fato e aproveite para renovar suas esperanças, oportunizando-se a gestar novos propósitos e projetos de vida.

Uma readaptação nem sempre é um processo fácil, visto que dispensemos muita energia emocional na reorganização do “caos” interno. Por outro lado, esse é também um momento rico para iniciarmos o precioso movimento de auto avaliação e para revalidar o lugar que ocupamos ou que desejamos ocupar no mundo.

Quando um ciclo se fecha, é porque necessitamos realizar algum aprendizado naquele contexto, para passarmos para a etapa seguinte. Os processos transitórios da vida não são exatamente efêmeros, mas são etapas potencialmente criativas.

Vida é fluxo, é movimento, é a negação da estagnaçao. Nada é definitivo, muito menos de nossa propriedade. Acreditamos que coisas e pessoas são nossas. Na vida não existem garantias, nem datas de validade.

Com o advento de uma nova fase, iniciam-se novas oportunidades. Em contato com contingências que proporcionam agora o florescer de uma nova consciência, nos será permitida uma maior lucidez dos fatos. Tudo isso nos oportunizará criar a realidade que tanto desejamos e que somos diretamente responsáveis.

Este movimento criativo nos permite reflexões verdadeiras e profundas que nos levam a dar novos significados a nossa existência, se abrirmos mão do que se foi e darmos as boas vindas as novas possibilidades.

Para que haja renovação verdadeira, de dentro para fora, é indispensável reavaliar a nossa percepção dos fatos, mas o principal de tudo para qualquer primeiro passo é nos aceitarmos como somos, momento este de “insights” para toda mudança verdadeira, pois a partir da auto aceitação, poderemos promover as mudanças que forem necessárias. Portanto, desnude-se interiormente, retire suas mascaras, se olhe de frente.

Às vezes precisamos mudar rotas e trajetórias provenientes das nossas reavaliações daquilo que já não nos serve mais. Mas nada foi perdido de todo: tornamo-nos mais vividos, mais capazes e aprimorados.

A nossa maior conquista é transmutar a própria vida em constante processo de evolução e recriação de nós mesmos, colocando em pratica os valores que precisamos alimentar, nos aprimorando em todas as perspectivas e principalmente aprendendo com os erros do passado.Somos seres itinerantes na trajetória da vida e estamos aqui para aprender, para evoluir.

Permanecer em um ciclo que já se fechou é altamente desgastante, além de se pagar um alto preço por isto. Estar aberto, disponível e receptivo para novas oportunidades e experiências é o que a vida nos propõe ao fim de cada etapa.

Que possamos olhar os problemas como desafios, a dor como meio de aprendizado, as mudanças como oportunidade de transformação. Todo processo pode ser fácil ou difícil, penoso ou desafiador, de possibilidades e aprimoramentos. Depende de como você percebe cada acontecimento. Escolha a renovação!

(Adaptado do Portal Raízes)

Uma vida líquida

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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.

Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.

O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”. Zygmunt Bauman

Fonte: Portal Raízes.

Kavala Gandusha – detox com óleo vegetal

 

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A terapia de Bochechar Óleo (em inglês Oil Pulling) parece estranha, mas é um método e­ficaz de desintoxicação e cura da medicina natural, com lon­ga histó­ria. A terapia promete inúmeros efeitos na saúde, entre outros, a desintoxica­ção da área oral e dental, limpeza das vias respirató­rias, fortalecimento da imunidade e auxílio no reestabelecimento de uma boa saúde.

Como terapia ca­seira ela é fácil, de baixo custo, sim­ples e sem efeitos colaterais, podendo ser inte­grada na higie­ne diária. O melhor momento para fazê-la é ao acordar, em jejum, portanto antes de comer ou beber qualquer coisa. O médico que apresentou esta terapia nos anos 80 pela primeira vez em uma conferência no ocidente, foi o Dr. F. Karach (Médico da Ucrânia). Ele apresentou este tratamento notável, em uma conferência de Oncologistas (especialistas em Tumores) e Bacteriologistas da União da Ucrânia na Academia de Ciências da URSS e encontrou grande ressonância em toda Europa. O tratamento popular na Ucrânia mostrou durante muitos anos efeitos para uma boa saúde, mobilizando o sistema imunológico, promovendo um bem estar, trazendo clareza mental, limpando o sistema respiratório, fortalecendo dentes, gengiva e muito mais. Até hoje, pelo que sei, ainda não existe nenhuma pesquisa científica, havendo unicamente alguns estudos comprovando os efeitos positivos da terapia (veja abaixo a referência da Dr. Rosi Frey).

O bochechar ou chupar óleo na boca ativa as enzimas e retira as toxinas do sangue, incentiva a cura para todas as células, tecidos e todos os outros órgãos por causa da destruição dos germes naturais da boca e que, consequentemente, também irá amenizar a destruição do organismo humano, e ajudar a prolongar, desta forma, a vida humana (retirado de uma citação do Dr. F. Karach, Journal of World Teletherapy Association, edição abril junho 1992, publicado em Calcutá).

As origens

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As origens desta técnica vêm provavelmente da antiga Índia. A técnica milenar consiste na prevenção e tratamento de doenças, descrito noPanchakarma – uma parte do Ayurveda que se dedica a purificação do corpo, utilizando diferentes métodos para descarregar resíduos do metabolismo, como componentes alimentares não digeridos (mala) e toxinas ambientais (ama). Traduzido livremente, Panchakarma significa “cinco ações”, indicando que o corpo pode ser purificado de cinco formas diferentes.Kavala Gandusha é um desses cinco processos de purificação e consiste no bochechar de óleos selecionados (“Kavala” em Sânscrito significa“Tratamento de Óleo”).

Como fazer a terapia de Bochechar Óleo

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O processo é extremamente simples e pode ser feito em casa seguindo apenas três passos:

Primeiro passo:

Na parte da manhã, antes de tomar qualquer sólido ou líquido, coloque uma colher de sopa de óleo vegetal de alta qualidade (veja paragrafo abaixo “Qual óleo usar”) na boca.

Segundo passo:

Imediatamente bocheche o óleo em sua boca e em volta dos dentes. Continue limpando o interior da boca, chupando e puxando-o através dos dentes, mantendo o óleo sempre em movimento, pode até mastigar um pouco. Isso deve ser feito sem pressa, sem tensão ou espasmo muscular, por tipicamente 15 a 20 minutos, como se fosse um colutório.

A duração de 15 a 20 minutos é apenas uma orientação. Nas primeiras aplicações pode acontecer, após poucos minutos, o desejo de cuspir o óleo. Então preste atenção nestes impulsos do seu corpo e comece devagar.

Importante, o óleo não deve ser engolido de jeito algum. Portanto, não incline a cabeça para trás para gargarejar, pois isso aumentaria a possibilidade de novamente ingerir os poluentes que você quer eliminar do corpo. Mantenha então a cabeça elevada ou levemente inclinada para frente.

Se algo der errado, ou seja, óleo poluído desceu acidentalmente pela garganta, também não é tão grave assim. Isso não vai causar nenhum dano, você simplesmente não conseguirá a desintoxicação com a mesma eficiência. Os poluentes vão descer pelo trato digestivo e assim podem parcialmente entrar novamente na circulação sanguínea.

Se os seus músculos maxilares ficarem doloridos enquanto você está bochechando, é um sinal de que você está colocando demasiada força neste processo. Relaxe os maxilares, e utilize a sua língua para ajudar a mover o líquido no interior da sua boca. Fazendo isso corretamente, logo virá uma sensação confortável. Com um pouquinho de prática este procedimento irá se tornar natural.

Não estranhe se no princípio o óleo estiver pastoso. Ao longo do bochechar e puxar entre os dentes ele vai ficando mais fluido. O óleo começa a ficar aguado e depois líquido.

O óleo sendo movimentado na boca vai criando uma emulsão que absorve toxinas e bactérias dessa área. Conforme Dr. F. Karach, após o tratamento, o líquido contém uma quantidade imensa de bactérias, vários tipos de micróbios e outras substâncias nocivas. Um exame deste líquido mostra inclusive micróbios em estágio inicial de desenvolvimento.

Terceiro passo:

Ao terminar, cuspa o líquido para fora e enxágue a boca com água, ou água morna com sal (basta usar sal de mesa comum).

A lavagem com água salgada não é necessária, mas é muito útil como antimicrobiano que alivia qualquer inflamação. Também provou ser eficaz para retirar toxinas que ainda podem ter permanecido na boca.

O líquido que sai deve estar branco como leite. Se ainda estiver amarelo é sinal de que se bochechou por pouco tempo.

Cuspa o resído no vaso sanitário ou na pia. Realmente é bom lembrar que que este líquido está cheio de bactérias, assim após cuspir na pia é bom limpar a mesma com um bactericida.

Logo depois, escove os dentes normalmente.

Eventuais efeitos do procedimento

É bom salientar que no princípio deste tratamento pode aparecer alguns sintomas típicos de desintoxicação (irritação na área do nariz ou garganta, sensação de leve resfriado, etc.). Especialmente em pessoas que sofrem de várias doenças e contam com uma imunologia baixa, isso pode acontecer. Este sintomas aparecem principalmente quando os focos de infecção começam a desaparecer.

Por esta razão geralmente é indicado continuar o tratamento, inclusive se nos primeiros dias os sintomas piorarem. É o mesmo processo que geralmente acontece com um tratamento homeopático. Uma piora significa apenas que a doença está desaparecendo e o organismo está reagindo e se recuperando.

Se você está nesta situação por mais de quatro dias, o melhor é entrar em contato com um médico ou naturopata de sua confiança e pedir uma orientação.

O melhor Momento para o procedimento

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Basicamente o método pode ser iniciado a qualquer momento em que o estômago estiver vazio. Idealmente o melhor momento é pela manhã, logo depois de se levantar, pois durante a noite o corpo está eliminando toxinas e resíduos pela mucosa oral. Assim, podem ser descartados facilmente com uma “bochechada” simples! Para reforçar o efeito, e em casos graves, o tratamento pode ser feito três vezes ao dia, mas sempre antes das refeições.

Abra mão do chá, suco ou até do costume de tomar água ao se levantar. Caso contrário estará levando uma boa parte do que você quer se livrar de volta ao seu corpo. O primeiro passo na higiene da manhã é Bochechar Óleo, antes de colocar qualquer outra coisa na boca.

Interessante notar que parece haver também a sincronização deste procedimento com as fases lunares. Katarina Wolfram sugere no livro Die Ölzieh-Kur, Heilung durch Entgiftung (tradução livre do alemão: “Bochechar Óleo – a cura através da desintoxicação”, sem tradução para o português). Concretamente ela sugere:

  • Lua cheia – força mais eficaz, momento de inversão da força lunar
    –> iniciar a terapia
  • Lua minguante – drenar, soltar, desintoxicar, limpar
    –> praticar a terapia
  • Lua cheia – recomeçar, limpar
    –> terminar a terapia
  • Lua crescente – estabelecer, fortalecer, concentrar, acumular
    –> pausar com a terapia

Duração do tratamento

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Como este método é um tratamento muito suave e completamente natural, o mesmo pode ser integrado na sua higiene diária, sem um limite máximo de tempo para usá-lo. Dr. F. Karach postulava a teoria de que se pode prolongar uma vida saudável, integrando este método na sua rotina diária.

Qual óleo usar

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Podem ser usados uma grande variedade de óleos vegetais. Os recomendados clássicos, da medicina Ayurveda, são: Óleo de Gergelim e Óleo de Semente de Girassol. Autores mais recentes estão citando outros óleos também. Preste atenção no uso de óleos de alta qualidade e prensados a frio, de preferência. Certamente estes óleos são mais caros do que óleos comuns, mais pense sobre isso como um investimento na sua saúde.

Outro aspecto importante na seleção do óleo é a sua própria sensação. Pode acontecer que o sabor do Óleo de Semente de Girassol seja altamente desconfortável para você, mas o Óleo de Gergelim caia muito bem. Então, confie na sua percepção!

A literatura atual menciona outros óleos que podem ser utilizados, como o Óleo de Coco, Óleo de Amêndoa Doce, Azeite de Oliva, etc. A respeito deste assunto, a fonte “A Small Book on Oil Pulling, A Universar Remedy”, publicado por oilpulling.org conta que unicamente os Óleos de Gergelim e de Semente de Girassóis promovem os efeitos positivos sobre a saúde, descrito neste artigo.

O que intensifica os efeitos

  • Limpar a sua língua (com raspador de língua)
  • Limpeza da área nasal (veja Jala Neti Kriya)
  • 2 a 3 litros de água natural sem gás ou chá de ervas, por dia
  • Alimentação saudável (alimentos frescos, nutrientes suficientes, rica em fibras, evitar a acidificação, etc.).
  • Muito exercício físico.
  • Minimizar o estresse negativo.
  • Dormir cedo e o suficiente.
  • Meditação e Kundalini Yoga 😉

 

Fonte e Referências

 (Fonte: Yoga Vital . net)

Se eu fosse você me apaixonava

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Eu não sou uma pessoa intensa o tempo todo. Acho que isso não conta pontos a meu favor, não é mesmo?

Não sou de extremos, não simpatizo com frases prontas sobre tudo ou sobre nada. Não sei me jogar de cabeça na primeira oportunidade, no primeiro amor, no primeiro momento. A sensação que tenho é que costumo flutuar acima das emoções, mais observando do que sentindo. Acho que isso é o resultado de algo que busco todos os dias, há anos: serenidade.

Já vivi tantas coisas, que penso que foram  várias vidas em uma só. Só que nesse processo, navegando em mares revoltos, acabei me apaixonando.

Me apaixonei por uma menina pequena, loira com sardas, que toca piano e dança sozinha. Que ergue as mãos para o céu para absorver a energia das estrelas e a luz da lua. Que se ajoelha na frente do nada para pedir aos anjos proteção e a Deus consolo. Que ama pessoas que nem conhece, porque reconhece-se nelas, nas suas lutas, nas suas dores, nos seus sonhos. Se não sou amada como mereço, eu me apaixono por mim mesma.

Eu tenho compaixão por mim, muita. Eu me perdôo, eu me cuido, eu me aconselho, eu me apoio. Eu me dou descanso, paz, tranquilidade. Eu tenho um profundo respeito por mim e pela pessoa que sou. Eu amo em mim tudo aquilo que ninguém mais vê. E isso me preenche de amor, de quase todo o amor que preciso.

Eu recomendo fortemente que se apaixone por você mesmo. Depois disso, estará preparado para o próximo degrau, que é amar alguém. Penso que amar uma pessoa é a experiência mais enriquecedora na vida de um ser humano.

Independentemente do desfecho de uma história romântica, ninguém sai da vida de alguém da mesma forma que entrou. Ninguém permanece na vida de alguém sendo o mesmo que sempre foi. Isso é uma benção ou uma maldição, dependendo de quem você permite que entre na sua vida, no seu coração, no seu corpo.

Escolher com quem nos relacionamos é uma grande responsabilidade. Amor não se escolhe? Escolhe-se sim, sempre. Atraímos exatamente aquilo que somos e não o que queremos. É assim que funciona: nos sentimos atraídos por quem se parece conosco, seja no que temos de bom ou de ruim. Daí a necessidade vital de nos amarmos primeiro.

Não escrevo autoajuda amorosa, não teria competência alguma para fazê-lo. Só escrevo para que você que me lê saiba que eu te amo.

Te amo, quem quer que você seja, porque conheço suas dores, pode apostar. Sei que se supera a cada dia, sei que seu sorriso às vezes esconde tanta dor que você seria capaz de gritar, se pudesse. Sei que quer ser feliz e amado, como eu quero. Sei que pensa não existir ninguém no mundo que te entenda. Mas eu te entendo, te respeito e te amo, porque eu sei que todos somos um só.

Manter-se sereno e amoroso é possível. Se você nunca navegou em mares calmos quando o assunto é amor deveria experimentar, começando pelo amor próprio.

Há quem tenha um coração tão grande, que mesmo ferido pelas circunstâncias da vida, não deixa de amar e isso me comove. Quem tem um coração assim, nesse mundo corrompido é gente de coragem.

(Retiro agora o que eu disse antes. Sou sim,  intensa o tempo todo)

Luciane.

 

 

 

 

Sono e aprendizagem

imageComo exatamente o sono nos ajudar a lembrar o que aprendemos? Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nova York mostrou como o sono, após uma aprendizagem, consolida o crescimento das espinhas dendríticas, que ajudam uma célula do cérebro a conectar a outra, facilitando assim a passagem de informação através das sinapses e desta forma, preservar a memória. Também demonstraram que o sono ajuda os neurônios a formarem conexões muito específicas nos ramos dentríticos que podem facilitar a memória de longo prazo. “Nós também mostramos como diferentes tipos de aprendizagem formam sinapses em diferentes ramos dos mesmos neurônios, sugerindo que a aprendizagem provoca mudanças estruturais muito específicas no cérebro.” disse Wen Biao-Gan, investigador sênior do estudo e professor de neurociência e fisiologia, Skirball Institute of Biomolecular Medicina da NYU Langone Medical Center. Além disso, eles descobriram que tarefas individuais levaram as espinhas a crescerem em ramificações específicas dos dendritos. Andando numa corda bamba, por exemplo, produziu um crescimento da espinha dendrítica em um ramo dendrítico diferente do que andar para trás na corda, o que reforça a ideia comum de que a aprendizagem de tarefas específicas provoca mudanças estruturais específicas no cérebro. “Agora sabemos que quando se aprende alguma coisa nova, um neurônio irá crescer em um ramo específico.” disse Gan.

Privação do sono

Os pesquisadores criaram um experimento para investigar como o sono pode influenciar ou afetar esse crescimento celular tangível nos neurônios. Um grupo de ratos foi treinado durante 1 hora na corda bamba e depois os deixaram dormir durante sete horas. Ao mesmo tempo um segundo grupo treinou nas mesmas condições do primeiro grupo, com exceção de que neste grupo os ratos ficaram acordados durante sete horas depois de sua sessão de aprendizagem.

Como se pode imaginar, os cientistas descobriram que os ratos privados de sono experimentaram significativamente menos formação de espinhas dendríticas do que os ratos bem descansados. Explorando mais, os cientistas mostraram que as células do cérebro ativadas no córtex motor sempre que os ratos aprendiam uma nova tarefa, reativava durante um período de sono específico – as ondas lentas do sono profundo – e isto permitiu aos ratos conservarem as espinhas dendríticas recém-formadas. Quando os pesquisadores interromperam as ondas lentas do sono profundo, foi impedida a consolidação da espinha dendrítica e assim, as memórias.

Fonte: Yang G, Lai CSW, Cichon J, et al. Sleep promotes branch-specific formation of dendritic spines after learning. Science. 2014.

A saúde na medicina integrativa

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Saúde é quando não apenas os órgãos físicos funcionam adequadamente, como todos os nossos outros corpos funcionam adequadamente. Em termos específicos, a própria saúde física não é apenas definida pelo funcionamento adequado dos órgãos físicos, como também pelo funcionamento adequado dos campos morfogenéticos correlacionados e do corpo mental correlacionado que fornece significado às experiências físicas e vitais, todos em sincronia.

É necessário compreender que a doença ocorre não só em virtude de fatores genéticos (defeitos genéticos) e ambientais (mudanças climáticas, bactérias e vírus), como de experiências internas e do ambiente interno, criado pela memória dessas experiências. A memória de experiências passadas também cria padrões de condicionamento (Mitchell e Goswami, 1992) pelos quais tendemos a perder a liberdade de escolher possibilidades saudáveis. Desse modo, a doença pode ocorrer no nível do corpo vital (doenças do corpo vital), no nível da mente (doenças do corpo mental) e até no nível dos corpos supramental e sublime.

 Consequentemente, há cinco níveis de doença correspondendo aos cinco corpos na consciência. A doença num nível superior infiltra-se pelos níveis inferiores. Desse modo, um significado mental errôneo pode causar bloqueios na energia vital que, por sua vez, podem afetar o funcionamento do corpo físico. Portanto, faz sentido dizer que a verdadeira cura de uma doença precisa envolver o nível no qual a doença se iniciou. Ou seja, há cinco níveis de cura correspondentes a cada um dos cinco níveis de doença.

O ativista quântico reconhece, desde o princípio, que a medicina integrativa baseada na física quântica é fundamentalmente otimista. Se o mundo consiste em possibilidades e não em eventos determinados, então é possível escolher a saúde e não a doença. Nem a doença, nem a cura, precisam ser totalmente objetivas. As experiências subjetivas e nossas atitudes diante delas têm seu papel. Usando a criatividade, o ativista quântico aprende a mudar a atitude que leva da doença à saúde e da saúde normal à saúde positiva.

 Uma falha da biologia materialista e da medicina alopática é que ambas são incapazes de incorporar adequadamente um aspecto importante dos organismos biológicos: a heterogeneidade. Na biologia convencional, baseada no determinismo genético, todas as diferenças individuais são de origem genética. Na medicina do corpo vital e do corpo mental, as diferenças individuais também surgem das diferenças na individualização do corpo vital.

 Mencionei antes que nossos órgãos físicos são representações de anteprojetos do campo morfogenético vital das funções biológicas. A forma como usamos os campos morfogenéticos em nosso período de formação e desenvolvimento fornece-nos os tipos de corpo.

 Na Medicina Chinesa Tradicional, reconhecem-se dois tipos de corpo. O tipo yin ocorre quando o condicionamento é o princípio operacional para o uso dos campos morfogenéticos. O tipo yang ocorre quando os campos morfogenéticos são usados criativamente para atender aos desafios das mudanças ambientais durante o desenvolvimento.

 Na Ayurveda, distinguem-se dois tipos de criatividade: a situacional, na qual a criatividade é usada apenas como combinação e permuta de contextos arquetípicos já conhecidos; e a fundamental, na qual a criatividade é usada com um salto quântico descontínuo para explorar significados de maneira totalmente nova, num novo contexto arquetípico.

A Ayurveda reconhece um tipo tríplice de corpo chamado doshas. O primeiro deles é kapha, que corresponde ao modo do condicionamento; o segundo, vata, corresponde à criatividade situacional; finalmente, o terceiro, pitta, corresponde à criatividade fundamental. Essa tipologia também caracteriza como o significado mental é mapeado no cérebro durante nossa época de formação; noutras palavras, temos doshas tríplices cérebro-mentais (Goswami, 2004). O excesso de condicionamento resulta no dosha cerebral da lentidão mental. O excesso de criatividade situacional resulta no dosha cerebral da hiperatividade (como no Transtorno do Déficit de Atenção). Finalmente, o excesso de criatividade fundamental leva ao dosha cerebral do intelectualismo.

Na verdade, geralmente temos uma mescla de todos os doshas físico-vitais e cérebro-mentais. A mescla de determinada pessoa é chamada na Ayurveda de “prokriti” dessa pessoa – sua natureza ayurvédica.

 A manutenção da saúde  começa pelo conhecimento do tipo de prokriti de seu corpo. Isso pode exigir a ajuda de médicos especializados. Os detalhes sobre o uso desse conhecimento para manutenção da saúde podem ser encontrados em livros sobre Ayurveda e Medicina Chinesa Tradicional e em Goswami, 2004.

(Amit Goswami)

Hambúrguer vegetariano

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A dieta vegetariana pode ser muito saborosa e rica em nutrientes. O hambúrguer feito com berinjela, nozes e especiarias surpreende pelo ótimo sabor e textura.

Vamos à receita!

INGREDIENTES:

 3 beringelas grandes
2 ovos
10 gramas de gengibre picado
1 dente de alho
1/2 colher (sopa) de cominho
6 colheres (sopa) de farinha de rosca (substitua por farinha de arroz ou de aveia, se quiser um preparo sem glúten)
Nozes picadas
Sal e pimenta
Azeite de oliva
Salsa picada
MODO DE PREPARO:
Corte a berinjela ao meio e cozinhe no vapor até que os dois lados fiquem macios.
Refogue o dente de alho cortado com o gengibre ralado e algumas gosta de azeite.
Em seguida, retire a casca da berinjela e a tempere a polpa com sal, cominho, pimenta e o alho refogado com gengibre e as nozes picadas.
Deixe o preparo repousar por algumas horas, para o sabor ficar mais forte.
Feito isso, adicione farinha de rosca (ou de arroz/aveia) e o ovo. Misture bem.
Forme os hambúrgueres com as mãos.
Frite em uma panela com algumas gotas de azeite de oliva e sirva com purê de batatas, arroz, pão ou com uma salada.
A berinjela é um vegetal  rico em água e pobre em calorias. Alem disso é rico em ferro, magnésio e fibras, ajuda a manter os níveis de açúcar baixos no sangue, auxilia na eliminação das toxinas do corpo, tem vitamina C e K (aumenta a imunidade), atua no combate a anemia, além de estimular o metabolismo, graças as antocianinas (antioxidantes).
Experimente novos sabores e surpreenda-se com a culinária vegetariana!

 

Pós-férias: da euforia à tristeza- lidando com o efeito rebote

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As férias foram incríveis! Você descansou, divertiu-se muito, conviveu com seus amigos e familiares, colocou o sono e a leitura em dia! Momentos assim nos reabastecem de energia e nos dão forças para  voltar ao trabalho, aos estudos ou à solidão de nossas tarefas.

Algumas pessoas reagem muito bem a mudanças na rotina. Hoje estão na praia, amanhã estão de volta ao trabalho, aos estudos, ao cotidiano. E voltam melhores, mais felizes e energizadas.

Mas há também quem sofra com o chamado ‘efeito rebote’. E isso é mais comum do que se imagina. Após um  período de extrema euforia, alegria e prazer, podemos entrar num processo de abstinência, semelhante ao efeito das drogas, que afetam o mecanismo cerebral de prazer e recompensa.

Quando passamos por um longo período de privação de algo, seja descanso, prazer, ou repouso, nosso corpo se adapta a estas circunstâncias. Toda nossa fisiologia estabiliza-se para vivermos nossa realidade, seja ela qual for.

Quando saímos da nossa rotina e experimentamos momentos de relaxamento e prazer intensos, ocorre uma “revolução” na nossa química cerebral. A produção de hormônios altera-se, dentre muitas outras transformações, que ocorrem em cascata. Sentimo-nos plenos e felizes.

Até o momento em que, subitamente, isso tudo é “arrancado” de nós. As férias acabam, o amor vai embora, os familiares voltam para suas cidades. E caímos, sem período de adaptação, de volta em nosso dia-a-dia. Então, ficamos depressivos e cansados, sem energia e melancólicos. Alguns também apresentam alterações no apetite, sonolência excessiva ou insônia, dentre outros sintomas desagradáveis.

Nesses momentos, o melhor a fazer é realmente mergulhar na rotina, focando no momento presente. Como numa meditação, se prestarmos atenção apenas no agora, não há nostalgia que permaneça!

Outra ação importante é proporcionar a si mesmo momentos de relaxamento e prazer. Exercícios físicos são essenciais, também nesse período, pela liberação das substâncias de bem-estar que proporciona.

Dedicar-se a um hobby, cozinhar algo especial, cuidar do seu jardim, dar-se de presente uma massagem ou dedicar parte do seu tempo para cuidados com seu corpo e mente, são atitudes que ajudarão muito nesse período de transição.

E por fim, não se preocupe! Aos poucos o equilíbrio instala-se novamente, colocando em ordem nossos hormônios e emoções. E então segue o tempo, até que nos altos e baixos da vida  estejamos, de novo, em nossos melhores dias!

Feliz 2016, feliz vida, feliz você!