Yoga para atletas de resistência

 yoga e corrida

Atletas de resistência estão constantemente se esforçando para encontrar o equilíbrio adequado de seus corpos, para que possam continuar a progredir em seus treinamentos. Lesões e desgaste mental podem inibir a capacidade do atleta para treinar e progredir de maneira consistente, resultando em uma perda de tempo preciosa para a sua evolução. Os atletas, desde o triatleta iniciante ou ciclista profissional, ao ultra-maratonista estão se voltando para o  Yoga para compensar estes desafios, equilibrando a força, flexibilidade e destreza mental.

Atletas de endurance passam a maior parte do seu tempo nos movimentos para frente. Corredores e ciclistas impulsionam seus corpos para a frente através do recrutamento dos flexores do quadril, quadríceps, isquiotibiais, glúteos e core abdominal. Nadadores impulsionam seus corpos para a frente através do movimento repetitivo de girar os ombros, utilizando os músculos peitorais, trapézio, grande dorsal e core abdominal. A natureza repetitiva destes esportes colocam o corpo em risco de desequilíbrios musculares, o que poderia, eventualmente, resultar em ferimentos. O Yoga incentiva o indivíduos a utilizar ambos os grupos musculares, superficiais e profundos, resultando no equilíbrio adequado entre força e flexibilidade. Consciência corporal e equilíbrio geral podem melhora uma melhor noção de como o corpo está se movendo no espaço, uma habilidade importante para ter uma técnica apropriada em qualquer esporte.

Um componente importante, tanto para treino quanto para competição, que muitas vezes pode ser esquecido, é o componente mental do esporte. Esportes de resistência exigem uma quantidade incrível de foco, persistência, paciência e adaptabilidade. Um atleta pode estar na melhor forma da sua vida, mas se no dia da corrida a sua cabeça não está, tampouco seu corpo pode estar. A prática de yoga melhora o foco mental, utilizando tanto a respiração quanto o corpo como âncoras para a mente. O praticante se torna mais consciente de seus próprios pensamentos a partir do momento em que consegue estar totalmente presente com o seu corpo e respiração. O Yoga ensina o indivíduo a manter a calma, o foco e respirar; e os atletas podem certamente levar essas habilidades com eles, em seu esporte, quando as coisas ficam difíceis.

Especificamente para os atletas, é importante encontrar um estilo de Yoga que o incentiva a utilizar a força para melhorar a sua flexibilidade. A maneira mais segura para levar o corpo em uma gama mais intensa do movimento é  através de poses de Yoga adequadas.

As poses:

As seguintes poses são excelentes para a construção de força e flexibilidade em desequilíbrios musculares comuns no atleta de resistência:

Texto original, em inglês, disponível em trainingpeaks.com neste link

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Yoga – conheça a teoria que precede a prática

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Praticar Yoga está na moda. Academias lotam suas classes, com a promessa de corpo forte e mente tranquila. Redes sociais tornaram-se vitrines, onde os praticantes mostram suas evoluções na prática das posturas.

Nenhum problema quanto a popularidade da parte física do Yoga. Realmente, trata-se de uma atividade incrível que, quando realizada com o devido acompanhamento profissional, oferece inúmeros benefícios ao praticante. Mas Yoga é muito mais que isso.

Ásanas (posturas) constituem apenas um dos ramos do Yoga. Ser um praticante, significa seguir toda a filosofia yogi, descrita nos Yoga Sutras, de Patânjali. 

Considerado um siddha (yogi perfeito), Patânjali teria vivido na Índia por volta do século 4 d.C. Ele foi o responsável pelos textos (sutras) que descrevem a filosofia desta prática milenar (muito mais antiga que ele, o Yoga foi criado há mais de 5.000 anos).

A palavra Yoga significa “União”. A prática visa integrar/unir nossos 4 corpos: fisico, energético, emocional e mental. O objetivo final da prática do Yoga é atingir o Samadhi, um estado de plena lucidez e hiperconsciência, algo como o Nirvana do Budismo.

O caminho para atingir o Samadhi passa por 8 estágios, descritos por Patânjali. São eles:

Yamas (princípios morais), Nyamas (princípios de autopurificação), Àsanas (posturas psicofísicas), Pranayamas (controle rítmico da respiração), Pratiahara (contenção dos sentidos), Dharana (concentração), Dhyana (meditação), Samadhi , (hiperconsciência, iluminação).

Em resumo, praticar Yoga significa seguir o caminho da não violência, do respeito à vida em todas as suas formas. Viver a verdade, sendo honesto nas palavras e atitudes. É ter o domínio de nossas energias, entendendo que nos relacionamos energeticamente com nossos parceiros, em nossos contatos íntimos e emocionais.

Praticar o desapego, a não possessividade, é também um grande preceito do Yoga (amar alguém sem possuí-lo, possuir bens materiais sem se deixar possuir por eles).

A pureza (física, emocional, mental) é alcançada através da alimentação limpa e sem sofrimento (vegetarianismo), dos mantras e da meditação. Dentro dos Nyamas, ainda temos a prática do contentamento (onde devemos procurar a alegria e quando não for possível, ao menos manter um estado de serenidade e paz interior), a autosuperação e auto observação.

Nosso corpo físico é nosso meio de expressão no mundo material. Devemos deixá-lo forte, saudável, flexível. Sendo assim, os Àsanas (posturas) trabalham nossos centros de força, estimulam o funcionamento dos plexos, das glândulas e promovem, como consequência, o aumento no tônus muscular, favorecendo a boa estética física.

Indispensável à pratica de todo yogi, os Pranayamas (exercícios respiratórios), promovem a oxigenção do corpo, pacificando as emoções e expandindo a bioenergia, devendo fazer parte de todo treinamento.

O caminho para o Samadhi, passa também pela abstração e controle dos sentidos, através de técnicas de Concentração, e pela Meditação, técnica amplamente estudada pela ciência, com benefícios inúmeros, dentre eles a expansão da consciência, o aflorar da intuição, controle do stress, rejuvenescimento fisiológico, paz interior, dentre muitos outros.

Sim, o caminho é longo e talvez dure a nossa vida inteira. Mas, não existe caminho novo, o que existe é um novo jeito de caminhar. Vamos praticar a União. Esse é o intuito da nossa existência: compartilhar, amar, evoluir.

“Tu és infinito e toda alegria para ti está aberta”.

Namastê!

Luciane Ferreira.