Sobre fins e recomeços: encarando com serenidade o fluxo da vida

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Há certos momentos na vida que por si mesmos são verdadeiros marcadores que sinalizam o fechamento de um ciclo, quer aceitemos ou não.

Precisamos desenvolver nossa “escuta interior” e através da nossa capacidade de compreensão, termos lucidez e sensibilidade para aceitarmos que algo já se deteriorou. A partir dessa percepção, é possível nos reposicionarmos e nos readaptarmos para darmos boas vindas ao “novo”, com suas infinitas possibilidades.

Quando a vida nos sinaliza que um ciclo está se fechando, aceite o fato e aproveite para renovar suas esperanças, oportunizando-se a gestar novos propósitos e projetos de vida.

Uma readaptação nem sempre é um processo fácil, visto que dispensemos muita energia emocional na reorganização do “caos” interno. Por outro lado, esse é também um momento rico para iniciarmos o precioso movimento de auto avaliação e para revalidar o lugar que ocupamos ou que desejamos ocupar no mundo.

Quando um ciclo se fecha, é porque necessitamos realizar algum aprendizado naquele contexto, para passarmos para a etapa seguinte. Os processos transitórios da vida não são exatamente efêmeros, mas são etapas potencialmente criativas.

Vida é fluxo, é movimento, é a negação da estagnaçao. Nada é definitivo, muito menos de nossa propriedade. Acreditamos que coisas e pessoas são nossas. Na vida não existem garantias, nem datas de validade.

Com o advento de uma nova fase, iniciam-se novas oportunidades. Em contato com contingências que proporcionam agora o florescer de uma nova consciência, nos será permitida uma maior lucidez dos fatos. Tudo isso nos oportunizará criar a realidade que tanto desejamos e que somos diretamente responsáveis.

Este movimento criativo nos permite reflexões verdadeiras e profundas que nos levam a dar novos significados a nossa existência, se abrirmos mão do que se foi e darmos as boas vindas as novas possibilidades.

Para que haja renovação verdadeira, de dentro para fora, é indispensável reavaliar a nossa percepção dos fatos, mas o principal de tudo para qualquer primeiro passo é nos aceitarmos como somos, momento este de “insights” para toda mudança verdadeira, pois a partir da auto aceitação, poderemos promover as mudanças que forem necessárias. Portanto, desnude-se interiormente, retire suas mascaras, se olhe de frente.

Às vezes precisamos mudar rotas e trajetórias provenientes das nossas reavaliações daquilo que já não nos serve mais. Mas nada foi perdido de todo: tornamo-nos mais vividos, mais capazes e aprimorados.

A nossa maior conquista é transmutar a própria vida em constante processo de evolução e recriação de nós mesmos, colocando em pratica os valores que precisamos alimentar, nos aprimorando em todas as perspectivas e principalmente aprendendo com os erros do passado.Somos seres itinerantes na trajetória da vida e estamos aqui para aprender, para evoluir.

Permanecer em um ciclo que já se fechou é altamente desgastante, além de se pagar um alto preço por isto. Estar aberto, disponível e receptivo para novas oportunidades e experiências é o que a vida nos propõe ao fim de cada etapa.

Que possamos olhar os problemas como desafios, a dor como meio de aprendizado, as mudanças como oportunidade de transformação. Todo processo pode ser fácil ou difícil, penoso ou desafiador, de possibilidades e aprimoramentos. Depende de como você percebe cada acontecimento. Escolha a renovação!

(Adaptado do Portal Raízes)

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Kavala Gandusha – detox com óleo vegetal

 

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A terapia de Bochechar Óleo (em inglês Oil Pulling) parece estranha, mas é um método e­ficaz de desintoxicação e cura da medicina natural, com lon­ga histó­ria. A terapia promete inúmeros efeitos na saúde, entre outros, a desintoxica­ção da área oral e dental, limpeza das vias respirató­rias, fortalecimento da imunidade e auxílio no reestabelecimento de uma boa saúde.

Como terapia ca­seira ela é fácil, de baixo custo, sim­ples e sem efeitos colaterais, podendo ser inte­grada na higie­ne diária. O melhor momento para fazê-la é ao acordar, em jejum, portanto antes de comer ou beber qualquer coisa. O médico que apresentou esta terapia nos anos 80 pela primeira vez em uma conferência no ocidente, foi o Dr. F. Karach (Médico da Ucrânia). Ele apresentou este tratamento notável, em uma conferência de Oncologistas (especialistas em Tumores) e Bacteriologistas da União da Ucrânia na Academia de Ciências da URSS e encontrou grande ressonância em toda Europa. O tratamento popular na Ucrânia mostrou durante muitos anos efeitos para uma boa saúde, mobilizando o sistema imunológico, promovendo um bem estar, trazendo clareza mental, limpando o sistema respiratório, fortalecendo dentes, gengiva e muito mais. Até hoje, pelo que sei, ainda não existe nenhuma pesquisa científica, havendo unicamente alguns estudos comprovando os efeitos positivos da terapia (veja abaixo a referência da Dr. Rosi Frey).

O bochechar ou chupar óleo na boca ativa as enzimas e retira as toxinas do sangue, incentiva a cura para todas as células, tecidos e todos os outros órgãos por causa da destruição dos germes naturais da boca e que, consequentemente, também irá amenizar a destruição do organismo humano, e ajudar a prolongar, desta forma, a vida humana (retirado de uma citação do Dr. F. Karach, Journal of World Teletherapy Association, edição abril junho 1992, publicado em Calcutá).

As origens

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As origens desta técnica vêm provavelmente da antiga Índia. A técnica milenar consiste na prevenção e tratamento de doenças, descrito noPanchakarma – uma parte do Ayurveda que se dedica a purificação do corpo, utilizando diferentes métodos para descarregar resíduos do metabolismo, como componentes alimentares não digeridos (mala) e toxinas ambientais (ama). Traduzido livremente, Panchakarma significa “cinco ações”, indicando que o corpo pode ser purificado de cinco formas diferentes.Kavala Gandusha é um desses cinco processos de purificação e consiste no bochechar de óleos selecionados (“Kavala” em Sânscrito significa“Tratamento de Óleo”).

Como fazer a terapia de Bochechar Óleo

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O processo é extremamente simples e pode ser feito em casa seguindo apenas três passos:

Primeiro passo:

Na parte da manhã, antes de tomar qualquer sólido ou líquido, coloque uma colher de sopa de óleo vegetal de alta qualidade (veja paragrafo abaixo “Qual óleo usar”) na boca.

Segundo passo:

Imediatamente bocheche o óleo em sua boca e em volta dos dentes. Continue limpando o interior da boca, chupando e puxando-o através dos dentes, mantendo o óleo sempre em movimento, pode até mastigar um pouco. Isso deve ser feito sem pressa, sem tensão ou espasmo muscular, por tipicamente 15 a 20 minutos, como se fosse um colutório.

A duração de 15 a 20 minutos é apenas uma orientação. Nas primeiras aplicações pode acontecer, após poucos minutos, o desejo de cuspir o óleo. Então preste atenção nestes impulsos do seu corpo e comece devagar.

Importante, o óleo não deve ser engolido de jeito algum. Portanto, não incline a cabeça para trás para gargarejar, pois isso aumentaria a possibilidade de novamente ingerir os poluentes que você quer eliminar do corpo. Mantenha então a cabeça elevada ou levemente inclinada para frente.

Se algo der errado, ou seja, óleo poluído desceu acidentalmente pela garganta, também não é tão grave assim. Isso não vai causar nenhum dano, você simplesmente não conseguirá a desintoxicação com a mesma eficiência. Os poluentes vão descer pelo trato digestivo e assim podem parcialmente entrar novamente na circulação sanguínea.

Se os seus músculos maxilares ficarem doloridos enquanto você está bochechando, é um sinal de que você está colocando demasiada força neste processo. Relaxe os maxilares, e utilize a sua língua para ajudar a mover o líquido no interior da sua boca. Fazendo isso corretamente, logo virá uma sensação confortável. Com um pouquinho de prática este procedimento irá se tornar natural.

Não estranhe se no princípio o óleo estiver pastoso. Ao longo do bochechar e puxar entre os dentes ele vai ficando mais fluido. O óleo começa a ficar aguado e depois líquido.

O óleo sendo movimentado na boca vai criando uma emulsão que absorve toxinas e bactérias dessa área. Conforme Dr. F. Karach, após o tratamento, o líquido contém uma quantidade imensa de bactérias, vários tipos de micróbios e outras substâncias nocivas. Um exame deste líquido mostra inclusive micróbios em estágio inicial de desenvolvimento.

Terceiro passo:

Ao terminar, cuspa o líquido para fora e enxágue a boca com água, ou água morna com sal (basta usar sal de mesa comum).

A lavagem com água salgada não é necessária, mas é muito útil como antimicrobiano que alivia qualquer inflamação. Também provou ser eficaz para retirar toxinas que ainda podem ter permanecido na boca.

O líquido que sai deve estar branco como leite. Se ainda estiver amarelo é sinal de que se bochechou por pouco tempo.

Cuspa o resído no vaso sanitário ou na pia. Realmente é bom lembrar que que este líquido está cheio de bactérias, assim após cuspir na pia é bom limpar a mesma com um bactericida.

Logo depois, escove os dentes normalmente.

Eventuais efeitos do procedimento

É bom salientar que no princípio deste tratamento pode aparecer alguns sintomas típicos de desintoxicação (irritação na área do nariz ou garganta, sensação de leve resfriado, etc.). Especialmente em pessoas que sofrem de várias doenças e contam com uma imunologia baixa, isso pode acontecer. Este sintomas aparecem principalmente quando os focos de infecção começam a desaparecer.

Por esta razão geralmente é indicado continuar o tratamento, inclusive se nos primeiros dias os sintomas piorarem. É o mesmo processo que geralmente acontece com um tratamento homeopático. Uma piora significa apenas que a doença está desaparecendo e o organismo está reagindo e se recuperando.

Se você está nesta situação por mais de quatro dias, o melhor é entrar em contato com um médico ou naturopata de sua confiança e pedir uma orientação.

O melhor Momento para o procedimento

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Basicamente o método pode ser iniciado a qualquer momento em que o estômago estiver vazio. Idealmente o melhor momento é pela manhã, logo depois de se levantar, pois durante a noite o corpo está eliminando toxinas e resíduos pela mucosa oral. Assim, podem ser descartados facilmente com uma “bochechada” simples! Para reforçar o efeito, e em casos graves, o tratamento pode ser feito três vezes ao dia, mas sempre antes das refeições.

Abra mão do chá, suco ou até do costume de tomar água ao se levantar. Caso contrário estará levando uma boa parte do que você quer se livrar de volta ao seu corpo. O primeiro passo na higiene da manhã é Bochechar Óleo, antes de colocar qualquer outra coisa na boca.

Interessante notar que parece haver também a sincronização deste procedimento com as fases lunares. Katarina Wolfram sugere no livro Die Ölzieh-Kur, Heilung durch Entgiftung (tradução livre do alemão: “Bochechar Óleo – a cura através da desintoxicação”, sem tradução para o português). Concretamente ela sugere:

  • Lua cheia – força mais eficaz, momento de inversão da força lunar
    –> iniciar a terapia
  • Lua minguante – drenar, soltar, desintoxicar, limpar
    –> praticar a terapia
  • Lua cheia – recomeçar, limpar
    –> terminar a terapia
  • Lua crescente – estabelecer, fortalecer, concentrar, acumular
    –> pausar com a terapia

Duração do tratamento

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Como este método é um tratamento muito suave e completamente natural, o mesmo pode ser integrado na sua higiene diária, sem um limite máximo de tempo para usá-lo. Dr. F. Karach postulava a teoria de que se pode prolongar uma vida saudável, integrando este método na sua rotina diária.

Qual óleo usar

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Podem ser usados uma grande variedade de óleos vegetais. Os recomendados clássicos, da medicina Ayurveda, são: Óleo de Gergelim e Óleo de Semente de Girassol. Autores mais recentes estão citando outros óleos também. Preste atenção no uso de óleos de alta qualidade e prensados a frio, de preferência. Certamente estes óleos são mais caros do que óleos comuns, mais pense sobre isso como um investimento na sua saúde.

Outro aspecto importante na seleção do óleo é a sua própria sensação. Pode acontecer que o sabor do Óleo de Semente de Girassol seja altamente desconfortável para você, mas o Óleo de Gergelim caia muito bem. Então, confie na sua percepção!

A literatura atual menciona outros óleos que podem ser utilizados, como o Óleo de Coco, Óleo de Amêndoa Doce, Azeite de Oliva, etc. A respeito deste assunto, a fonte “A Small Book on Oil Pulling, A Universar Remedy”, publicado por oilpulling.org conta que unicamente os Óleos de Gergelim e de Semente de Girassóis promovem os efeitos positivos sobre a saúde, descrito neste artigo.

O que intensifica os efeitos

  • Limpar a sua língua (com raspador de língua)
  • Limpeza da área nasal (veja Jala Neti Kriya)
  • 2 a 3 litros de água natural sem gás ou chá de ervas, por dia
  • Alimentação saudável (alimentos frescos, nutrientes suficientes, rica em fibras, evitar a acidificação, etc.).
  • Muito exercício físico.
  • Minimizar o estresse negativo.
  • Dormir cedo e o suficiente.
  • Meditação e Kundalini Yoga 😉

 

Fonte e Referências

 (Fonte: Yoga Vital . net)

Se eu fosse você me apaixonava

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Eu não sou uma pessoa intensa o tempo todo. Acho que isso não conta pontos a meu favor, não é mesmo?

Não sou de extremos, não simpatizo com frases prontas sobre tudo ou sobre nada. Não sei me jogar de cabeça na primeira oportunidade, no primeiro amor, no primeiro momento. A sensação que tenho é que costumo flutuar acima das emoções, mais observando do que sentindo. Acho que isso é o resultado de algo que busco todos os dias, há anos: serenidade.

Já vivi tantas coisas, que penso que foram  várias vidas em uma só. Só que nesse processo, navegando em mares revoltos, acabei me apaixonando.

Me apaixonei por uma menina pequena, loira com sardas, que toca piano e dança sozinha. Que ergue as mãos para o céu para absorver a energia das estrelas e a luz da lua. Que se ajoelha na frente do nada para pedir aos anjos proteção e a Deus consolo. Que ama pessoas que nem conhece, porque reconhece-se nelas, nas suas lutas, nas suas dores, nos seus sonhos. Se não sou amada como mereço, eu me apaixono por mim mesma.

Eu tenho compaixão por mim, muita. Eu me perdôo, eu me cuido, eu me aconselho, eu me apoio. Eu me dou descanso, paz, tranquilidade. Eu tenho um profundo respeito por mim e pela pessoa que sou. Eu amo em mim tudo aquilo que ninguém mais vê. E isso me preenche de amor, de quase todo o amor que preciso.

Eu recomendo fortemente que se apaixone por você mesmo. Depois disso, estará preparado para o próximo degrau, que é amar alguém. Penso que amar uma pessoa é a experiência mais enriquecedora na vida de um ser humano.

Independentemente do desfecho de uma história romântica, ninguém sai da vida de alguém da mesma forma que entrou. Ninguém permanece na vida de alguém sendo o mesmo que sempre foi. Isso é uma benção ou uma maldição, dependendo de quem você permite que entre na sua vida, no seu coração, no seu corpo.

Escolher com quem nos relacionamos é uma grande responsabilidade. Amor não se escolhe? Escolhe-se sim, sempre. Atraímos exatamente aquilo que somos e não o que queremos. É assim que funciona: nos sentimos atraídos por quem se parece conosco, seja no que temos de bom ou de ruim. Daí a necessidade vital de nos amarmos primeiro.

Não escrevo autoajuda amorosa, não teria competência alguma para fazê-lo. Só escrevo para que você que me lê saiba que eu te amo.

Te amo, quem quer que você seja, porque conheço suas dores, pode apostar. Sei que se supera a cada dia, sei que seu sorriso às vezes esconde tanta dor que você seria capaz de gritar, se pudesse. Sei que quer ser feliz e amado, como eu quero. Sei que pensa não existir ninguém no mundo que te entenda. Mas eu te entendo, te respeito e te amo, porque eu sei que todos somos um só.

Manter-se sereno e amoroso é possível. Se você nunca navegou em mares calmos quando o assunto é amor deveria experimentar, começando pelo amor próprio.

Há quem tenha um coração tão grande, que mesmo ferido pelas circunstâncias da vida, não deixa de amar e isso me comove. Quem tem um coração assim, nesse mundo corrompido é gente de coragem.

(Retiro agora o que eu disse antes. Sou sim,  intensa o tempo todo)

Luciane.

 

 

 

 

Sono e aprendizagem

imageComo exatamente o sono nos ajudar a lembrar o que aprendemos? Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nova York mostrou como o sono, após uma aprendizagem, consolida o crescimento das espinhas dendríticas, que ajudam uma célula do cérebro a conectar a outra, facilitando assim a passagem de informação através das sinapses e desta forma, preservar a memória. Também demonstraram que o sono ajuda os neurônios a formarem conexões muito específicas nos ramos dentríticos que podem facilitar a memória de longo prazo. “Nós também mostramos como diferentes tipos de aprendizagem formam sinapses em diferentes ramos dos mesmos neurônios, sugerindo que a aprendizagem provoca mudanças estruturais muito específicas no cérebro.” disse Wen Biao-Gan, investigador sênior do estudo e professor de neurociência e fisiologia, Skirball Institute of Biomolecular Medicina da NYU Langone Medical Center. Além disso, eles descobriram que tarefas individuais levaram as espinhas a crescerem em ramificações específicas dos dendritos. Andando numa corda bamba, por exemplo, produziu um crescimento da espinha dendrítica em um ramo dendrítico diferente do que andar para trás na corda, o que reforça a ideia comum de que a aprendizagem de tarefas específicas provoca mudanças estruturais específicas no cérebro. “Agora sabemos que quando se aprende alguma coisa nova, um neurônio irá crescer em um ramo específico.” disse Gan.

Privação do sono

Os pesquisadores criaram um experimento para investigar como o sono pode influenciar ou afetar esse crescimento celular tangível nos neurônios. Um grupo de ratos foi treinado durante 1 hora na corda bamba e depois os deixaram dormir durante sete horas. Ao mesmo tempo um segundo grupo treinou nas mesmas condições do primeiro grupo, com exceção de que neste grupo os ratos ficaram acordados durante sete horas depois de sua sessão de aprendizagem.

Como se pode imaginar, os cientistas descobriram que os ratos privados de sono experimentaram significativamente menos formação de espinhas dendríticas do que os ratos bem descansados. Explorando mais, os cientistas mostraram que as células do cérebro ativadas no córtex motor sempre que os ratos aprendiam uma nova tarefa, reativava durante um período de sono específico – as ondas lentas do sono profundo – e isto permitiu aos ratos conservarem as espinhas dendríticas recém-formadas. Quando os pesquisadores interromperam as ondas lentas do sono profundo, foi impedida a consolidação da espinha dendrítica e assim, as memórias.

Fonte: Yang G, Lai CSW, Cichon J, et al. Sleep promotes branch-specific formation of dendritic spines after learning. Science. 2014.

Pós-férias: da euforia à tristeza- lidando com o efeito rebote

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As férias foram incríveis! Você descansou, divertiu-se muito, conviveu com seus amigos e familiares, colocou o sono e a leitura em dia! Momentos assim nos reabastecem de energia e nos dão forças para  voltar ao trabalho, aos estudos ou à solidão de nossas tarefas.

Algumas pessoas reagem muito bem a mudanças na rotina. Hoje estão na praia, amanhã estão de volta ao trabalho, aos estudos, ao cotidiano. E voltam melhores, mais felizes e energizadas.

Mas há também quem sofra com o chamado ‘efeito rebote’. E isso é mais comum do que se imagina. Após um  período de extrema euforia, alegria e prazer, podemos entrar num processo de abstinência, semelhante ao efeito das drogas, que afetam o mecanismo cerebral de prazer e recompensa.

Quando passamos por um longo período de privação de algo, seja descanso, prazer, ou repouso, nosso corpo se adapta a estas circunstâncias. Toda nossa fisiologia estabiliza-se para vivermos nossa realidade, seja ela qual for.

Quando saímos da nossa rotina e experimentamos momentos de relaxamento e prazer intensos, ocorre uma “revolução” na nossa química cerebral. A produção de hormônios altera-se, dentre muitas outras transformações, que ocorrem em cascata. Sentimo-nos plenos e felizes.

Até o momento em que, subitamente, isso tudo é “arrancado” de nós. As férias acabam, o amor vai embora, os familiares voltam para suas cidades. E caímos, sem período de adaptação, de volta em nosso dia-a-dia. Então, ficamos depressivos e cansados, sem energia e melancólicos. Alguns também apresentam alterações no apetite, sonolência excessiva ou insônia, dentre outros sintomas desagradáveis.

Nesses momentos, o melhor a fazer é realmente mergulhar na rotina, focando no momento presente. Como numa meditação, se prestarmos atenção apenas no agora, não há nostalgia que permaneça!

Outra ação importante é proporcionar a si mesmo momentos de relaxamento e prazer. Exercícios físicos são essenciais, também nesse período, pela liberação das substâncias de bem-estar que proporciona.

Dedicar-se a um hobby, cozinhar algo especial, cuidar do seu jardim, dar-se de presente uma massagem ou dedicar parte do seu tempo para cuidados com seu corpo e mente, são atitudes que ajudarão muito nesse período de transição.

E por fim, não se preocupe! Aos poucos o equilíbrio instala-se novamente, colocando em ordem nossos hormônios e emoções. E então segue o tempo, até que nos altos e baixos da vida  estejamos, de novo, em nossos melhores dias!

Feliz 2016, feliz vida, feliz você!

 

 

 

Sobre depressão e cura

imageSentir-se triste, desanimado, esgotado, são experiências que vez ou outra todos já experimentamos. Mas imagine sentir-se assim todos os dias, por meses, anos. Imagine também não demonstrar isso, lutar sozinho, manter a cabeça erguida, o corpo forte, a mente em evolução.

Aconteceu comigo, que sempre me cuidei de maneira integral, pratico exercícios, meditação, sou espiritualizada, leio, viajo, estudo, sempre tive uma família maravilhosa, amor, amigos, trabalho. Mas não é sobre nada disso.

A depressão tem a ver com nosso “eu” mais profundo, tem a ver com coisas que não são aparentes, não são sequer reais algumas vezes. Pode ser por uma sobrecarga de sofrimentos simultâneos, pode ser por algum gatilho disparado no inconsciente, pode ser por não se adequar a um mundo materialista e superficial, onde nos sentimos um peixe fora d’água, diferente da maioria. Ou pode não ser nada disso.

Estou escrevendo porque gostaria de quebrar esse paradigma do depressivo. Eu sempre me mantive sorrindo, trabalhando, estudando, buscando a evolução do corpo, da mente e do espírito. Tomei antidepressivo e remédio para dormir, sim. Por pouco tempo, mas sim. Eu sempre tive o controle dos meus pensamentos e uma decisão sempre forte de buscar a recuperação dia após dia.

Eu imaginava que os remédios eram como muletas provisórias. Costumava pensar que era como quando quebramos uma perna. No início repouso absoluto, depois muletas, depois apoio parcial das pernas, depois apoio total, treino de marcha e finalmente a recuperação plena. E foi assim que aconteceu.

O que quero dizer é que sou forte, determinada, estudiosa, espiritualizada, esforçada, mas ainda assim tive um período de depressão. Nunca parei de trabalhar, nem de estudar, nem de cuidar de mim e das pessoas. Mesmo estando doente eu seguia em frente pensando que a cada dia eu subia 1 cm em direção à saída do fundo. Podia ser mesmo 1 cm por dia, mas eu nunca recuava, era sempre em frente.

Depressão não é frescura, nem coisa de gente fraca. Eu sou exemplo disso. Mas também preciso dizer, que se você por acaso tem esse problema que eu tive, você  pode se livrar disso. Tenha a coragem e a atitude para procurar ajuda e para se ajudar.

É sempre possível. Sempre pense que você tem sim controle sobre seus sentimentos. Às vezes não tem controle algum sobre a vida, sobre os fatos ou sobre as pessoas. Mas sempre tem escolha sobre como sentir-se em qualquer situação que se apresente a você. Existem caminhos, queira, busque e um caminho se abrirá para você também.

Acredito que esse mergulho profundo dentro de mim, nesse período de crise e cura, foi essencial para que eu desenvolvesse a empatia necessária para seguir minha missão, no auxílio aos meus pacientes.

Nada é mesmo por acaso. Eu sempre busquei, sempre procurei ser melhor, evoluir, crescer. E na dor e no sofrimento a gente cresce muito. Assim como na alegria e na paz  também! E é nessa outra fase que me encontro já há algum tempo. Nada mudou. Eu mudei.

Essa não é a realidade da depressão no geral, nem definição científica da doença. Não é regra. É apenas a minha experiência, dessa vez  não como profissional, mas como ser humano apenas. Mas eu espero que ajude alguém, que por acaso se identifique com a minha história.

Desejo paz e felicidade a quem busca. Todos somos um só.

Luciane.

 

Yoga para atletas de resistência

 yoga e corrida

Atletas de resistência estão constantemente se esforçando para encontrar o equilíbrio adequado de seus corpos, para que possam continuar a progredir em seus treinamentos. Lesões e desgaste mental podem inibir a capacidade do atleta para treinar e progredir de maneira consistente, resultando em uma perda de tempo preciosa para a sua evolução. Os atletas, desde o triatleta iniciante ou ciclista profissional, ao ultra-maratonista estão se voltando para o  Yoga para compensar estes desafios, equilibrando a força, flexibilidade e destreza mental.

Atletas de endurance passam a maior parte do seu tempo nos movimentos para frente. Corredores e ciclistas impulsionam seus corpos para a frente através do recrutamento dos flexores do quadril, quadríceps, isquiotibiais, glúteos e core abdominal. Nadadores impulsionam seus corpos para a frente através do movimento repetitivo de girar os ombros, utilizando os músculos peitorais, trapézio, grande dorsal e core abdominal. A natureza repetitiva destes esportes colocam o corpo em risco de desequilíbrios musculares, o que poderia, eventualmente, resultar em ferimentos. O Yoga incentiva o indivíduos a utilizar ambos os grupos musculares, superficiais e profundos, resultando no equilíbrio adequado entre força e flexibilidade. Consciência corporal e equilíbrio geral podem melhora uma melhor noção de como o corpo está se movendo no espaço, uma habilidade importante para ter uma técnica apropriada em qualquer esporte.

Um componente importante, tanto para treino quanto para competição, que muitas vezes pode ser esquecido, é o componente mental do esporte. Esportes de resistência exigem uma quantidade incrível de foco, persistência, paciência e adaptabilidade. Um atleta pode estar na melhor forma da sua vida, mas se no dia da corrida a sua cabeça não está, tampouco seu corpo pode estar. A prática de yoga melhora o foco mental, utilizando tanto a respiração quanto o corpo como âncoras para a mente. O praticante se torna mais consciente de seus próprios pensamentos a partir do momento em que consegue estar totalmente presente com o seu corpo e respiração. O Yoga ensina o indivíduo a manter a calma, o foco e respirar; e os atletas podem certamente levar essas habilidades com eles, em seu esporte, quando as coisas ficam difíceis.

Especificamente para os atletas, é importante encontrar um estilo de Yoga que o incentiva a utilizar a força para melhorar a sua flexibilidade. A maneira mais segura para levar o corpo em uma gama mais intensa do movimento é  através de poses de Yoga adequadas.

As poses:

As seguintes poses são excelentes para a construção de força e flexibilidade em desequilíbrios musculares comuns no atleta de resistência:

Texto original, em inglês, disponível em trainingpeaks.com neste link

A vila holandesa projetada para idosos com Alzheimer

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Weesp é um município dos Países Baixos e abriga um asilo bastante incomum. Na verdade, o nome asilo não cabe para o lugar que mais se parece com uma vila.

Hogeweyk é o nome da vila projetada especialmente para o cuidado de idosos com demência — especialmente demências degenerativas como o Alzheimer.

O lugar é realmente fantástico e já foi comparado com o filme “O Show de Truman“, porque por lá estão médicos, efermeiros e especialistas trabalhando para cuidar dos 152 residentes.

Os residentes do Hogeweyk precisam de menos medicamentos.

Essa foi a primeira grande vantagem do lugar que me chamou atenção. Segundo o site Psychology Today, os residentes da vila são mais ativos que os residentes de asilos convencionais e também demandam menos remédios para controlar suas condições médicas.

A vila foi criada com 23 casas especialmente projetadas para pessoas da terceira idade que sofrem de demência. O que também é bastante interessante é que os trabalhadores dão o máximo de privacidade e autonomia para os moradores.

Por lá tem supermercado, restaurante, bar e cinema.

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Ruas, praças, parques e jardins foram todos desenvolvidos para que os idosos pudessem transitar livremente sem grandes problemas. E é isso que eles fazem.

Os médicos e enfermeiros são instruídos para fazer da experiência dos idosos o mais próximo da realidade possível. Embora as condições de demência possam exigir grandes cuidados, são os próprios moradores que fazem as compras no supermercado e ajudam no preparo da comida em casa.

Apenas os aspectos financeiros são deixados de lado por sua natureza mais complexa — não existe moeda no local e tudo está incluso no pacote que se paga para morar lá.

Os cuidadores vestem roupas normais em vez de roupas clínicas e se encaixam perfeitamente nos papéis de vizinhos e empregados do lar. Eles também não corrigem quando os residentes decidem falar sobre suas memórias, seu passado e história. Todos os funcionários do lugar estão lá apenas para dar apoio a situação delicada dos idosos.

“Os residentes são cuidados por 250 enfermeiros e especialistas em tempo integral e parcial, que vagueiam pela cidade e possuem uma infinidade de profissões na vila, como caixas de supermercado e atendentes.

Iniciativas como essa nos fazem acreditar no desenvolvimento humano. Concorda?

Fonte: Awebic.com / Fotos: montagem feita com as imagens de twistedsifter.com