Sobre depressão e cura

imageSentir-se triste, desanimado, esgotado, são experiências que vez ou outra todos já experimentamos. Mas imagine sentir-se assim todos os dias, por meses, anos. Imagine também não demonstrar isso, lutar sozinho, manter a cabeça erguida, o corpo forte, a mente em evolução.

Aconteceu comigo, que sempre me cuidei de maneira integral, pratico exercícios, meditação, sou espiritualizada, leio, viajo, estudo, sempre tive uma família maravilhosa, amor, amigos, trabalho. Mas não é sobre nada disso.

A depressão tem a ver com nosso “eu” mais profundo, tem a ver com coisas que não são aparentes, não são sequer reais algumas vezes. Pode ser por uma sobrecarga de sofrimentos simultâneos, pode ser por algum gatilho disparado no inconsciente, pode ser por não se adequar a um mundo materialista e superficial, onde nos sentimos um peixe fora d’água, diferente da maioria. Ou pode não ser nada disso.

Estou escrevendo porque gostaria de quebrar esse paradigma do depressivo. Eu sempre me mantive sorrindo, trabalhando, estudando, buscando a evolução do corpo, da mente e do espírito. Tomei antidepressivo e remédio para dormir, sim. Por pouco tempo, mas sim. Eu sempre tive o controle dos meus pensamentos e uma decisão sempre forte de buscar a recuperação dia após dia.

Eu imaginava que os remédios eram como muletas provisórias. Costumava pensar que era como quando quebramos uma perna. No início repouso absoluto, depois muletas, depois apoio parcial das pernas, depois apoio total, treino de marcha e finalmente a recuperação plena. E foi assim que aconteceu.

O que quero dizer é que sou forte, determinada, estudiosa, espiritualizada, esforçada, mas ainda assim tive um período de depressão. Nunca parei de trabalhar, nem de estudar, nem de cuidar de mim e das pessoas. Mesmo estando doente eu seguia em frente pensando que a cada dia eu subia 1 cm em direção à saída do fundo. Podia ser mesmo 1 cm por dia, mas eu nunca recuava, era sempre em frente.

Depressão não é frescura, nem coisa de gente fraca. Eu sou exemplo disso. Mas também preciso dizer, que se você por acaso tem esse problema que eu tive, você  pode se livrar disso. Tenha a coragem e a atitude para procurar ajuda e para se ajudar.

É sempre possível. Sempre pense que você tem sim controle sobre seus sentimentos. Às vezes não tem controle algum sobre a vida, sobre os fatos ou sobre as pessoas. Mas sempre tem escolha sobre como sentir-se em qualquer situação que se apresente a você. Existem caminhos, queira, busque e um caminho se abrirá para você também.

Acredito que esse mergulho profundo dentro de mim, nesse período de crise e cura, foi essencial para que eu desenvolvesse a empatia necessária para seguir minha missão, no auxílio aos meus pacientes.

Nada é mesmo por acaso. Eu sempre busquei, sempre procurei ser melhor, evoluir, crescer. E na dor e no sofrimento a gente cresce muito. Assim como na alegria e na paz  também! E é nessa outra fase que me encontro já há algum tempo. Nada mudou. Eu mudei.

Essa não é a realidade da depressão no geral, nem definição científica da doença. Não é regra. É apenas a minha experiência, dessa vez  não como profissional, mas como ser humano apenas. Mas eu espero que ajude alguém, que por acaso se identifique com a minha história.

Desejo paz e felicidade a quem busca. Todos somos um só.

Luciane.

 

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Intestino: o “segundo cérebro”

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Você sabia que, para alguns fisiologistas, o centro regulador do nosso corpo não é o cérebro? Para você seria blasfêmia se eu dissesse que o centro de comando do nosso corpo está localizado no abdômen?

Esse órgão é tão importante que chega a ser chamado de segundo cérebro. Sabe de quem estou falando? Isso mesmo, a majestade… o Senhor Intestino!!!

O sistema gastrointestinal é o mais suscetível às emoções. Sabe aquele frio na barriga ao encarar o desconhecido? E as borboletas no estômago quando você se depara com a sua paixão? Sustos lhe dão enjoo? Essas sensações existem por um motivo, a enorme quantidade de transmissores presente no intestino estabelece uma ligação direta com o cérebro. Isso explica porque uma crise de nervosismo pode segurá-lo no banheiro.

O intestino desempenha um papel importantíssimo em nossa saúde. Seu controle vai além dos limites gastrointestinais, atingindo não só a saúde física como também a mental. A relação do intestino com o desempenho cerebral e imunológico é direta, podendo desencadear doenças metabólicas (alergias, obesidade e diabetes) e neurológicas (como a esclerose múltipla e o mal de Parkinson).

O intestino possui cerca de 100 milhões de neurônios! Além disso, neurotransmissores e hormônios associados ao encéfalo são produzidos no intestino. 98% da serotonina (corresponsável pela memória e pelo humor) vem do intestino.

Se suas funções intestinais não vão bem, você logo sente o impacto no bem-estar físico, mental e emocional. A recíproca também é verdadeira: quando o balanço químico cerebral está desregulado, as vísceras sofrem a consequência.

Na prática, a relação comprova que problemas intestinais podem ser causados por ansiedade, estresse ou depressão. 50% dos distúrbios intestinais têm causa emocional. No caso dos portadores da Síndrome do Intestino Irritável, 90% apresentam problemas emocionais.

Uma pesquisa da Universidade de Boston, mostrou que os portadores da Síndrome do Intestino Irritável tinham 40% mais chances de manifestar depressão e, quando medicadas para tratar a enfermidade física, constataram melhora no estado mental.

O intestino contém mais de 70% das células de defesa do corpo, 500 espécies de bactérias e 100 trilhões de micro-organismos. Esse exército compõe a chamada microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que auxilia no desenvolvimento de tecidos, na extração de nutrientes dos alimentos e na produção de células de defesa. No entanto, ela não evoluiu a ponto de resistir aos maus hábitos à mesa. Alimentos processados podem alterar a microbiota, abrindo espaço para bactérias nocivas se instalarem e causarem estrago.

Antibióticos, estresse e álcool também matam as bactérias do bem. Prevenir o estrago não é tarefa do outro mundo. Troque a “fast food” por fibras (elas alimentam as bactérias benéficas ao organismo), converse com seu nutricionista sobre alimentos probióticos, pratique exercícios (que fazem o intestino trabalhar de forma mais eficiente) e invista em atividades que reduzem o estresse e promovem equilíbrio.

A ciência comprova o que você instintivamente já sabia: é preciso estar com a cabeça no lugar para preservar suas vísceras.

(Fonte: Endócrino News)

Yoga – conheça a teoria que precede a prática

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Praticar Yoga está na moda. Academias lotam suas classes, com a promessa de corpo forte e mente tranquila. Redes sociais tornaram-se vitrines, onde os praticantes mostram suas evoluções na prática das posturas.

Nenhum problema quanto a popularidade da parte física do Yoga. Realmente, trata-se de uma atividade incrível que, quando realizada com o devido acompanhamento profissional, oferece inúmeros benefícios ao praticante. Mas Yoga é muito mais que isso.

Ásanas (posturas) constituem apenas um dos ramos do Yoga. Ser um praticante, significa seguir toda a filosofia yogi, descrita nos Yoga Sutras, de Patânjali. 

Considerado um siddha (yogi perfeito), Patânjali teria vivido na Índia por volta do século 4 d.C. Ele foi o responsável pelos textos (sutras) que descrevem a filosofia desta prática milenar (muito mais antiga que ele, o Yoga foi criado há mais de 5.000 anos).

A palavra Yoga significa “União”. A prática visa integrar/unir nossos 4 corpos: fisico, energético, emocional e mental. O objetivo final da prática do Yoga é atingir o Samadhi, um estado de plena lucidez e hiperconsciência, algo como o Nirvana do Budismo.

O caminho para atingir o Samadhi passa por 8 estágios, descritos por Patânjali. São eles:

Yamas (princípios morais), Nyamas (princípios de autopurificação), Àsanas (posturas psicofísicas), Pranayamas (controle rítmico da respiração), Pratiahara (contenção dos sentidos), Dharana (concentração), Dhyana (meditação), Samadhi , (hiperconsciência, iluminação).

Em resumo, praticar Yoga significa seguir o caminho da não violência, do respeito à vida em todas as suas formas. Viver a verdade, sendo honesto nas palavras e atitudes. É ter o domínio de nossas energias, entendendo que nos relacionamos energeticamente com nossos parceiros, em nossos contatos íntimos e emocionais.

Praticar o desapego, a não possessividade, é também um grande preceito do Yoga (amar alguém sem possuí-lo, possuir bens materiais sem se deixar possuir por eles).

A pureza (física, emocional, mental) é alcançada através da alimentação limpa e sem sofrimento (vegetarianismo), dos mantras e da meditação. Dentro dos Nyamas, ainda temos a prática do contentamento (onde devemos procurar a alegria e quando não for possível, ao menos manter um estado de serenidade e paz interior), a autosuperação e auto observação.

Nosso corpo físico é nosso meio de expressão no mundo material. Devemos deixá-lo forte, saudável, flexível. Sendo assim, os Àsanas (posturas) trabalham nossos centros de força, estimulam o funcionamento dos plexos, das glândulas e promovem, como consequência, o aumento no tônus muscular, favorecendo a boa estética física.

Indispensável à pratica de todo yogi, os Pranayamas (exercícios respiratórios), promovem a oxigenção do corpo, pacificando as emoções e expandindo a bioenergia, devendo fazer parte de todo treinamento.

O caminho para o Samadhi, passa também pela abstração e controle dos sentidos, através de técnicas de Concentração, e pela Meditação, técnica amplamente estudada pela ciência, com benefícios inúmeros, dentre eles a expansão da consciência, o aflorar da intuição, controle do stress, rejuvenescimento fisiológico, paz interior, dentre muitos outros.

Sim, o caminho é longo e talvez dure a nossa vida inteira. Mas, não existe caminho novo, o que existe é um novo jeito de caminhar. Vamos praticar a União. Esse é o intuito da nossa existência: compartilhar, amar, evoluir.

“Tu és infinito e toda alegria para ti está aberta”.

Namastê!

Luciane Ferreira.

Percebendo a realidade: escolha o lado bom da vida

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Fernando Pessoa, em O Livro do Desassossego, diz que “a vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos”. 

O filósofo grego Epiteto disse, há mais de 2.000 anos, que “as pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas que acontecem com elas, mas pelos princípios e opiniões que elas formam sobre aquelas coisas. Quando estamos inviabilizados, perturbados ou tristes, não devemos responsabilizar os outros, mas a nós mesmos; isto é, aos nossos próprios princípios e opiniões”.

A ciência comportamental moderna concorda! O psicólogo americano Albert Ellis, famoso por desenvolver a terapia de comportamento racional emotiva, explicou que o modo “como” as pessoas reagem aos eventos é determinado em grande parte pela sua visão dos acontecimentos e não pelos próprios acontecimentos.

Mude sua percepção, crença ou opinião sobre os fatos. Podemos escolher o lado bom da vida. Podemos focar nossa atenção nas qualidades, nas possibilidades, na esperança, no amor.

É possível perceber, a todo momento, o lado bom das coisas e das pessoas, porque sempre tem. Boas crenças e bons sentimentos, geram mudanças de atitudes, que afetam profundamente nossa saúde e bem estar físico, mental e social.

A busca pelo autoconhecimento, pelo desenvolvimento e evolução pessoal é fundamental na construção de uma visão positiva da vida. Afinal, nós costumamos enxergar o mundo não como ele é, mas sim como nós somos.

(Luciane Ferreira)

Você carrega o mundo nas costas?

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– O Complexo de Atlas:
Na mitologia grega, Atlas é um gigante condenado por Zeus, senhor supremo dos deuses e dos homens, a carregar o mundo nas costas.
Atlas também é o nome da primeira vértebra da coluna cervical, a que sustenta todo o peso da cabeça. Não poderia haver imagem melhor para descrever o estresse contemporâneo. De acordo com Alex Botsaris, no Brasil, o Complexo de Atlas atinge nada menos que 40 milhões de pessoas prejudicando o desempenho profissional de pelo menos 15 milhões delas. Essa massa estressada sofre para dar conta de todas as suas responsabilidades, sem deixar o mundo desmoronar.
Os desafios podem ser modernos, mas a reação é das mais primitivas. Quem sofre do Complexo de Atlas transfere todas as preocupações e inseguranças para a musculatura do pescoço, exatamente como faziam nossos ancestrais para se proteger de adversários, que cravavam suas mandíbulas nas goelas desprevenidas. Hoje, não precisamos desse reforço, já que os ataques dificilmente têm o pescoço como alvo. Mesmo assim, continuamos a tensionar essa região sempre que nos sentimos ameaçados.
Essa reação de estresse continuada desgasta a coluna cervical e lombar (na altura dos quadris), provocando dores crônicas e doenças como artrose. Como se não bastasse, o aumento da tensão cervical se estende a musculaturas vizinhas, sobrecarregando articulações, ligamentos e tendões.
A maior conseqüência é o trincamento dos dentes, conhecido como bruxismo, que vem se tornando cada vez mais freqüente. 
Nos últimos 30 anos simplesmente dobrou o número de casos, como mostra Botsaris. Tem mais: sabe aquela dor de cabeça que insiste em roubar seu sossego? Também pode ser conseqüência do Complexo de Atlas. A tensão na coluna cervical e na mastigação pode se estender pela musculatura craniana, provocando dores intensas. Como se vê, carregar o mundo nas costas pode ter um preço alto. E muitas vezes não leva a nada. Quando Atlas morreu, o mundo continuou exatamente no mesmo lugar, sem nenhum suporte.

Corpoinconsciência.

– Faça Microfisioterapia e experimente alívio para suas dores e ansiedades.

A Microfisioterapia

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A Microfisioterapia é uma técnica de terapia manual que consiste em identificar a causa primária de uma doença ou sintoma e estimular a auto-cura do organismo, para que o corpo reconheça o agressor (antígeno) e inicie o processo de eliminação.

Essa agressão primária deixou traços (cicatrizes) que atrapalham o funcionamento das células. Esses traços ficaram guardados na memória do tecido, por uma deficiência do sistema imulógico que não conseguiu eliminar o agressor.

Desenvolvida na França em 1983 pelos fisioterapeutas e osteopatas Daniel Grosjean e Patrice Benini, seu embasamento teórico iniciou pelos estudos da embriologia, filogênese e ontogênese.

Com essas informações desenvolveram mapas corporais específicos (similares aos meridianos de Medicina Oriental) além de gestos manuais suaves, que permitem identificar a causa primária de uma doença ou disfunção e promover o equilíbrio e manutenção da saúde.

Após ter exposto as razões da consulta, o paciente, ainda vestido, se deita sobre uma maca. O fisioterapeuta vai primeiro localizar e identificar as cicatrizes que obstruem o corpo controlando os ritmos vitais. Ao detectar uma perturbação, ele vai usar palpações sutis para re-informar o organismo da presença desta cicatriz.

Assim o corpo vai reencontrar a memória do choque, concentrando-se nela para que seja eliminada definitivamente. O paciente permanece deitado durante toda a sessão e recebe as informações dos bloqueios encontrados. Já nesse momento o corpo pode iniciar o processo de reconhecimento e eliminação do agressor. Muitas vezes o paciente pode sentir cansaço e sonolência, que são percebidos antes que a sessão acabe.  (microfisioterapia . org)

| Dra Luciane Ferreira

Fisioterapeuta (Crefito 8/49151-F)

Stress e doenças do fígado

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Sofrer de stress, ansiedade ou depressão aumenta o risco de morte por doenças no fígado. É o que mostra um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia. É a primeira vez que uma pesquisa científica estabelece relações entre altos níveis de stress emocional e mortes causadas por problemas hepáticos.

A pesquisa avaliou 165.000 pessoas, que responderam a questionários que avaliavam os níveis de stress. Os voluntários foram acompanhados por um período de dez anos. Após esse período, os pesquisadores avaliaram quais problemas de saúde foram enfrentados durante o estudo e as causas de morte. Os resultados mostraram que aqueles que apresentaram um maior número de sintomas de stress no início tinham maior risco de morrer por doenças hepáticas, em comparação com quem apresentava menos sinais.

 Ainda não estão totalmente claros, quais foram os mecanismos biológicos que determinaram os resultados. As pesquisas continuam. Já se sabe, por pesquisas anteriores, que pessoas expostas ao stress prolongado têm maior probabilidade de sofrer de doenças no coração. Os fatores de risco cardiovascular (obesidade e hipertensão)  têm sido relacionados a  esteatose hepática não alcoólica, doença relativamente comum. A enfermidade é causada pelo acúmulo de gordura no fígado e não possui sintomas. O diagnóstico geralmente é feito a partir de ultrassom na região abdominal.

Tom Russ, autor principal do estudo, afirma que essa pesquisa fornece evidências dos efeitos prejudiciais que o stress pode ter no bem estar físico. “Embora não seja possível confirmar a relação direta entre causa e efeito, temos fortes evidências de que é importante fazer uma análise mais aprofundada sobre o tema”, conclui o pesquisador.

Na prática, conhecemos o efeito devastador do stress. Resta-nos buscar o equilíbrio mental, físico e social, para nos pouparmos das trágicas consequências associadas a este mal.

(Luciane Ferreira)