Amor e ego

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No início de muitos relacionamentos chamados românticos, a interpretação de papéis é bastante comum no sentido de atrair e manter a pessoa que é percebida pelo ego como aquela que fará o indivíduo feliz, especial e satisfará todas as suas necessidades.

“Eu interpreto quem você quer que eu seja, enquanto você representa quem eu desejo que você seja.” Esse é um acordo implícito e inconsciente. No entanto, a interpretação de papéis é um trabalho árduo que as pessoas não conseguem sustentar por um tempo indefinido, sobretudo depois que começam a viver juntas.

O que vemos quando esses papéis se acabam? Na maioria dos casos, ainda não a verdadeira essência do ser, mas aquilo que a encobre: o ego em estado natural, despido dos seus disfarces, com os sofrimentos que traz do passado e seu querer insatisfeito, que agora se transforma em raiva, provavelmente direcionada ao parceiro ou à parceira por ter deixado de remover o medo subjacente e o sentimento de insatisfação que é uma parte intrínseca da percepção egóica do eu.

Na maior parte das vezes, aquilo que costumamos chamar de “apaixonar-se” é uma intensificação do desejo e da necessidade do ego. Ficamos viciados na outra pessoa ou na sua imagem. Isso não tem nada a ver com o verdadeiro amor, que implica não querer nada.

A língua espanhola é a mais honesta com relação às noções convencionais do amor: te quiero significa tanto “quero você” quanto “te amo”. A expressão “te amo”, que não tem essa ambigüidade, dificilmente é usada – talvez porque o verdadeiro amor seja de fato muito raro.

 

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Sobre depressão e cura

imageSentir-se triste, desanimado, esgotado, são experiências que vez ou outra todos já experimentamos. Mas imagine sentir-se assim todos os dias, por meses, anos. Imagine também não demonstrar isso, lutar sozinho, manter a cabeça erguida, o corpo forte, a mente em evolução.

Aconteceu comigo, que sempre me cuidei de maneira integral, pratico exercícios, meditação, sou espiritualizada, leio, viajo, estudo, sempre tive uma família maravilhosa, amor, amigos, trabalho. Mas não é sobre nada disso.

A depressão tem a ver com nosso “eu” mais profundo, tem a ver com coisas que não são aparentes, não são sequer reais algumas vezes. Pode ser por uma sobrecarga de sofrimentos simultâneos, pode ser por algum gatilho disparado no inconsciente, pode ser por não se adequar a um mundo materialista e superficial, onde nos sentimos um peixe fora d’água, diferente da maioria. Ou pode não ser nada disso.

Estou escrevendo porque gostaria de quebrar esse paradigma do depressivo. Eu sempre me mantive sorrindo, trabalhando, estudando, buscando a evolução do corpo, da mente e do espírito. Tomei antidepressivo e remédio para dormir, sim. Por pouco tempo, mas sim. Eu sempre tive o controle dos meus pensamentos e uma decisão sempre forte de buscar a recuperação dia após dia.

Eu imaginava que os remédios eram como muletas provisórias. Costumava pensar que era como quando quebramos uma perna. No início repouso absoluto, depois muletas, depois apoio parcial das pernas, depois apoio total, treino de marcha e finalmente a recuperação plena. E foi assim que aconteceu.

O que quero dizer é que sou forte, determinada, estudiosa, espiritualizada, esforçada, mas ainda assim tive um período de depressão. Nunca parei de trabalhar, nem de estudar, nem de cuidar de mim e das pessoas. Mesmo estando doente eu seguia em frente pensando que a cada dia eu subia 1 cm em direção à saída do fundo. Podia ser mesmo 1 cm por dia, mas eu nunca recuava, era sempre em frente.

Depressão não é frescura, nem coisa de gente fraca. Eu sou exemplo disso. Mas também preciso dizer, que se você por acaso tem esse problema que eu tive, você  pode se livrar disso. Tenha a coragem e a atitude para procurar ajuda e para se ajudar.

É sempre possível. Sempre pense que você tem sim controle sobre seus sentimentos. Às vezes não tem controle algum sobre a vida, sobre os fatos ou sobre as pessoas. Mas sempre tem escolha sobre como sentir-se em qualquer situação que se apresente a você. Existem caminhos, queira, busque e um caminho se abrirá para você também.

Acredito que esse mergulho profundo dentro de mim, nesse período de crise e cura, foi essencial para que eu desenvolvesse a empatia necessária para seguir minha missão, no auxílio aos meus pacientes.

Nada é mesmo por acaso. Eu sempre busquei, sempre procurei ser melhor, evoluir, crescer. E na dor e no sofrimento a gente cresce muito. Assim como na alegria e na paz  também! E é nessa outra fase que me encontro já há algum tempo. Nada mudou. Eu mudei.

Essa não é a realidade da depressão no geral, nem definição científica da doença. Não é regra. É apenas a minha experiência, dessa vez  não como profissional, mas como ser humano apenas. Mas eu espero que ajude alguém, que por acaso se identifique com a minha história.

Desejo paz e felicidade a quem busca. Todos somos um só.

Luciane.

 

Yoga para atletas de resistência

 yoga e corrida

Atletas de resistência estão constantemente se esforçando para encontrar o equilíbrio adequado de seus corpos, para que possam continuar a progredir em seus treinamentos. Lesões e desgaste mental podem inibir a capacidade do atleta para treinar e progredir de maneira consistente, resultando em uma perda de tempo preciosa para a sua evolução. Os atletas, desde o triatleta iniciante ou ciclista profissional, ao ultra-maratonista estão se voltando para o  Yoga para compensar estes desafios, equilibrando a força, flexibilidade e destreza mental.

Atletas de endurance passam a maior parte do seu tempo nos movimentos para frente. Corredores e ciclistas impulsionam seus corpos para a frente através do recrutamento dos flexores do quadril, quadríceps, isquiotibiais, glúteos e core abdominal. Nadadores impulsionam seus corpos para a frente através do movimento repetitivo de girar os ombros, utilizando os músculos peitorais, trapézio, grande dorsal e core abdominal. A natureza repetitiva destes esportes colocam o corpo em risco de desequilíbrios musculares, o que poderia, eventualmente, resultar em ferimentos. O Yoga incentiva o indivíduos a utilizar ambos os grupos musculares, superficiais e profundos, resultando no equilíbrio adequado entre força e flexibilidade. Consciência corporal e equilíbrio geral podem melhora uma melhor noção de como o corpo está se movendo no espaço, uma habilidade importante para ter uma técnica apropriada em qualquer esporte.

Um componente importante, tanto para treino quanto para competição, que muitas vezes pode ser esquecido, é o componente mental do esporte. Esportes de resistência exigem uma quantidade incrível de foco, persistência, paciência e adaptabilidade. Um atleta pode estar na melhor forma da sua vida, mas se no dia da corrida a sua cabeça não está, tampouco seu corpo pode estar. A prática de yoga melhora o foco mental, utilizando tanto a respiração quanto o corpo como âncoras para a mente. O praticante se torna mais consciente de seus próprios pensamentos a partir do momento em que consegue estar totalmente presente com o seu corpo e respiração. O Yoga ensina o indivíduo a manter a calma, o foco e respirar; e os atletas podem certamente levar essas habilidades com eles, em seu esporte, quando as coisas ficam difíceis.

Especificamente para os atletas, é importante encontrar um estilo de Yoga que o incentiva a utilizar a força para melhorar a sua flexibilidade. A maneira mais segura para levar o corpo em uma gama mais intensa do movimento é  através de poses de Yoga adequadas.

As poses:

As seguintes poses são excelentes para a construção de força e flexibilidade em desequilíbrios musculares comuns no atleta de resistência:

Texto original, em inglês, disponível em trainingpeaks.com neste link

A vila holandesa projetada para idosos com Alzheimer

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Weesp é um município dos Países Baixos e abriga um asilo bastante incomum. Na verdade, o nome asilo não cabe para o lugar que mais se parece com uma vila.

Hogeweyk é o nome da vila projetada especialmente para o cuidado de idosos com demência — especialmente demências degenerativas como o Alzheimer.

O lugar é realmente fantástico e já foi comparado com o filme “O Show de Truman“, porque por lá estão médicos, efermeiros e especialistas trabalhando para cuidar dos 152 residentes.

Os residentes do Hogeweyk precisam de menos medicamentos.

Essa foi a primeira grande vantagem do lugar que me chamou atenção. Segundo o site Psychology Today, os residentes da vila são mais ativos que os residentes de asilos convencionais e também demandam menos remédios para controlar suas condições médicas.

A vila foi criada com 23 casas especialmente projetadas para pessoas da terceira idade que sofrem de demência. O que também é bastante interessante é que os trabalhadores dão o máximo de privacidade e autonomia para os moradores.

Por lá tem supermercado, restaurante, bar e cinema.

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Ruas, praças, parques e jardins foram todos desenvolvidos para que os idosos pudessem transitar livremente sem grandes problemas. E é isso que eles fazem.

Os médicos e enfermeiros são instruídos para fazer da experiência dos idosos o mais próximo da realidade possível. Embora as condições de demência possam exigir grandes cuidados, são os próprios moradores que fazem as compras no supermercado e ajudam no preparo da comida em casa.

Apenas os aspectos financeiros são deixados de lado por sua natureza mais complexa — não existe moeda no local e tudo está incluso no pacote que se paga para morar lá.

Os cuidadores vestem roupas normais em vez de roupas clínicas e se encaixam perfeitamente nos papéis de vizinhos e empregados do lar. Eles também não corrigem quando os residentes decidem falar sobre suas memórias, seu passado e história. Todos os funcionários do lugar estão lá apenas para dar apoio a situação delicada dos idosos.

“Os residentes são cuidados por 250 enfermeiros e especialistas em tempo integral e parcial, que vagueiam pela cidade e possuem uma infinidade de profissões na vila, como caixas de supermercado e atendentes.

Iniciativas como essa nos fazem acreditar no desenvolvimento humano. Concorda?

Fonte: Awebic.com / Fotos: montagem feita com as imagens de twistedsifter.com

Câncer: uma outra visão

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Vocês sabiam que no ano de 1931 um cientista recebeu o prêmio Nobel por descobrir a CAUSA PRIMÁRIA DO CÂNCER? Então, se a causa foi descoberta, por que ainda não descobriram a cura? É esta reflexão que me proponho neste artigo.

Foi o Sr. Otto Heinrich Warburg (1883-1970) que ganhou o Prêmio Nobel em 1931 por sua tese “A causa primária e a prevenção do câncer”
Segundo este cientista, o câncer é a consequência de uma alimentação antifisiológica e um estilo de vida antifisiológico.
Mas por quê? Porque uma alimentação antifisiológica – dieta baseada em alimentos acidificantes + sedentarismo, cria em nosso organismo um ambiente de ACIDEZ. A ACIDEZ por sua vez, EXPULSA o OXIGÊNIO das células.

Ele afirmou: “A falta de oxigênio e a acidez são as duas caras de uma mesma moeda: quando você tem um, você tem o outro. Ou seja, se você tem excesso de acidez, então automaticamente falta oxigênio em seu organismo!

Outra afirmação interessante: “As substâncias ácidas repelem o oxigênio; em oposto, as substâncias alcalinas atraem o oxigênio”, ou seja, um ambiente ácido, é SEMPRE um ambiente sem oxigênio.

E ele afirmava que: “Privar uma célula de 35% de seu oxigênio durante 48 horas, pode convertê-la em cancerígena.”

Ainda segundo Warburg: “Todas as células normais tem como requisito absoluto o oxigênio, porém as células cancerosas podem viver sem oxigênio – uma regra sem exceção.

E também: “Os tecidos cancerosos são tecidos ácidos, enquanto que os saudáveis são tecidos alcalinos.”

Em sua obra “O metabolismo dos tumores”, Warburg demonstrou que todas as formas de câncer se caracterizam por duas condições básicas: a acidose (acidez do sangue) e a hipoxia (falta de oxigênio).

Também descobriu que as células cancerosas são anaeróbias (não respiram oxigênio) e NÃO PODEM sobreviver na presença de altos níveis de oxigênio; em troca, sobrevivem graças a GLICOSE, sempre que o ambiente está livre de oxigênio.

Portanto, o câncer não seria nada mais que um mecanismo de defesa que tem certas células do organismo para continuar com vida em um ambiente ácido e carente de oxigênio.

Resumindo:
Células sadias vivem em um ambiente alcalino e oxigenado, o qual permite seu normal funcionamento.
Células cancerosas vivem em um ambiente extremamente ácido e carente de oxigênio.

É importante saber como os alimentos ácidos e alcalinos afetam a saúde, já que para que as células funcionem de forma correta e adequada, seu PH deve ser ligeiramente alcalino. Em uma pessoa saudável,o PH do sangue se encontra entre 7,40 e 7,45. Leve em conta que se o ph sanguíneo caísse abaixo de 7, entraríamos em estado de coma, próximo a morte.

Mas então, o que temos a ver com tudo isto? Vamos ao que interessa. E se você é médico, por favor aprenda e pratique se não em sua vida, pelo menos em seus pacientes, aconselhe todos, faça sua parte!

Alimentos que acidificam o organismo:

# Açúcar refinado e todos os seus subprodutos – o pior de tudo: não tem proteínas, nem gorduras, nem minerais, nem vitaminas, só hidrato de carbono refinado, que pressiona o pancreas. Seu PH é 2.1 ou seja, altamente acidificante.
# Carnes – todas
# Leite de vaca e todos os seus derivados – queijos, requeijão, iogurtes, etc.
# Sal refinado
# Farinha refinada e todos os seus derivados – massas, bolos, biscoitos, etc.
# Produtos de padaria – a maioria contém gordura sagurada, margarina, sal, açúcar e conservantes.
# Margarinas
# Refrigerantes e Sucos de caixinhas
# Cafeína – café, chás pretos, chocolate.
# Álcool
# Tabaco
# Remédios, antibióticos
# Tudo que contenha conservantes, corantes, aromatizantes, estabilizantes, etc.

 Enfim: todos os alimentos enlatados e industrializados.

Alimentos Alcalinizantes

# Todas as verduras cruas (algumas são ácidas ao paladar, porém dentro do organismo tem reação alcalinizante, outras são levemente acidificantes porém trazem consigo as bases necessárias para seu correto equilíbrio); cruas produzem oxigênio, cozidas não (mas por outro lado, recomendo a ingestão de verduras cozidas pelo fato de que muitas só liberam seus nutracêuticos após o cozimento). Portanto, desde que você tome as outras atitudes em relação ao seu alimento, verduras recomendo que faça ingestão cozidas!
# Frutas- Por exemplo: o limão tem um PH aproximado de 2.2, extremamente ácido, porém dentro do organismo tem um efeito altamente alcalinizante (*lembre-se de que o suco de limão faz bem se adoçado com Stévia e só).

  Não se engane com os sucos, principalmente os de caixinha, pois não trazem benefício algum à saúde e, pelo contrário, são altamente maléficos. repito novamente: “Quem tem sede bebe água, quem tem fome toma sucos (de preferência naturais, feitos na hora a exceção do de laranja que é altamente maléfico infelizmente).

# Sementes: além de todos os seus benefícios, são altamente alcalinizantes, como por exemplo as amêndoas.
# Cereais integrais: O único cereal integral alcalinizante é o milho, todos os demais são ligeiramente acidificantes, porém muito saudáveis!.. Lembre-se que nossa alimentação ideal necessita de uma porcentagem de acidez (saudável). Todos os cereais devem ser consumidos cozidos. E só para constar, não estou falando sobre estas barrinhas de cereais, que são mais uma das enganações da indústria alimentícia, e que o médico e o nutricionista acreditou e indica seus pacientes a utilizarem como fonte de saúde!
# O mel é altamente alcalinizante.
# A clorofila das plantas (de qualquer planta) é altamente alcalinizante (sobretudo a aloe vera, mais conhecida como babosa).
# Á água é importantíssima para a produção de oxigênio. “A desidratação crônica é o estressante principal do corpo e a raiz da maior parte de todas as enfermidades degenerativas”, afirma o Dr. Feydoon Batmanghelidj.

O exercício moderado oxigena todo o seu organismo, o sedentarismo o desgasta. Acontece que até quando o médico orienta seu paciente a fazer exercícios físicos, deve ponderar e estudar de que forma o exercício pode realmente estar trazendo benefícios, pois dentre muitas questões, devido à produção aumentada de radicais livres durante o exercício físico intenso, e ao desgaste metabólico que ocorre, os exercícios devem ser individualizados sempre para que possam trazer saúde.

O Doutor George w. Crile, de Cleverand, um dos cirurgiões mais importantes do mundo declara abertamente:
“Todas as mortes mal chamadas “naturais”, não são mais que o ponto terminal de uma saturação de ácidos no organismo.”

Como dito anteriormente, é totalmente impossível que um câncer prolifere em uma pessoa que libera seu corpo da acidez, nutrindo-se com alimentos (o que chamamos de nutracêuticos) que produzam reações metabólicas alcalinas e aumentando o consumo de água de boa qualidade e que, por sua vez, evita os alimentos que produzem acidez, e se abstém de elementos tóxicos.

Em geral o câncer não se contrai nem se herda, o que se herda são os costumes alimentícios, ambientais e o estilo de vida. Isto sim é que produz o câncer.

Agora reflita, porque em irmãos gêmeos, muitas vezes um morrerá em decorrência do câncer e outro por outra causa? Ora, se a genética de ambos é a mesma, o que realmente influenciou sua vida foi de fato a Epigenética e não só a genética. Como o próprio nome já diz, esta ciência estuda a interferência do meio ambiente sobre a genética, explicando o motivo pelo qual as alterações acontecem. Para as pessoas que não conheciam esta palavra, e mesmo médicos que não estão familiarizados, saibam que este é o assunto dentro da medicina mais pesquisado em todo mundo na atualidade!

Mencken escreveu:
“A luta da vida é contra a retenção de ácido”.
“O envelhecimento, a falta de energia, o stress, as dores de cabeça, enfermidades do coração, alergias, eczemas, urticária, asma, cálculos renais e arterioscleroses entre outros, não são nada mais que a acumulação de ácidos.”

O Dr. Theodore A. Baroody disse em seu livro “Alkalize or Die” (Alcalinizar ou Morrer):
“Na realidade não importa os diversos nomes de enfermidades. O que importa sim é que todas elas provém da mesma causa básica: muito lixo ácido no corpo!”

O Dr. Robert O. Young disse:
“O excesso de acidificação no organismo é a causa de todas as enfermidades degenerativas. Quando se rompe o equilíbrio e o organismo começa a produzir e armazenar mais acidez e lixo tóxico do que pode eliminar, então se manifestam diversas doenças.”

Quantos de nós temos escutado a notícia de alguém que tem câncer e sempre alguém diz: “É.… poderia acontecer com qualquer um…”. Não, não poderia., agora você já sabe.

 “Que teu alimento seja teu remédio, que teu remédio seja teu alimento.” Hipócrates (pai da medicina moderna).

(Fonte: Dr Victor Sorrentino | Resumo: Luciane Ferreira)

Intestino: o “segundo cérebro”

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Você sabia que, para alguns fisiologistas, o centro regulador do nosso corpo não é o cérebro? Para você seria blasfêmia se eu dissesse que o centro de comando do nosso corpo está localizado no abdômen?

Esse órgão é tão importante que chega a ser chamado de segundo cérebro. Sabe de quem estou falando? Isso mesmo, a majestade… o Senhor Intestino!!!

O sistema gastrointestinal é o mais suscetível às emoções. Sabe aquele frio na barriga ao encarar o desconhecido? E as borboletas no estômago quando você se depara com a sua paixão? Sustos lhe dão enjoo? Essas sensações existem por um motivo, a enorme quantidade de transmissores presente no intestino estabelece uma ligação direta com o cérebro. Isso explica porque uma crise de nervosismo pode segurá-lo no banheiro.

O intestino desempenha um papel importantíssimo em nossa saúde. Seu controle vai além dos limites gastrointestinais, atingindo não só a saúde física como também a mental. A relação do intestino com o desempenho cerebral e imunológico é direta, podendo desencadear doenças metabólicas (alergias, obesidade e diabetes) e neurológicas (como a esclerose múltipla e o mal de Parkinson).

O intestino possui cerca de 100 milhões de neurônios! Além disso, neurotransmissores e hormônios associados ao encéfalo são produzidos no intestino. 98% da serotonina (corresponsável pela memória e pelo humor) vem do intestino.

Se suas funções intestinais não vão bem, você logo sente o impacto no bem-estar físico, mental e emocional. A recíproca também é verdadeira: quando o balanço químico cerebral está desregulado, as vísceras sofrem a consequência.

Na prática, a relação comprova que problemas intestinais podem ser causados por ansiedade, estresse ou depressão. 50% dos distúrbios intestinais têm causa emocional. No caso dos portadores da Síndrome do Intestino Irritável, 90% apresentam problemas emocionais.

Uma pesquisa da Universidade de Boston, mostrou que os portadores da Síndrome do Intestino Irritável tinham 40% mais chances de manifestar depressão e, quando medicadas para tratar a enfermidade física, constataram melhora no estado mental.

O intestino contém mais de 70% das células de defesa do corpo, 500 espécies de bactérias e 100 trilhões de micro-organismos. Esse exército compõe a chamada microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que auxilia no desenvolvimento de tecidos, na extração de nutrientes dos alimentos e na produção de células de defesa. No entanto, ela não evoluiu a ponto de resistir aos maus hábitos à mesa. Alimentos processados podem alterar a microbiota, abrindo espaço para bactérias nocivas se instalarem e causarem estrago.

Antibióticos, estresse e álcool também matam as bactérias do bem. Prevenir o estrago não é tarefa do outro mundo. Troque a “fast food” por fibras (elas alimentam as bactérias benéficas ao organismo), converse com seu nutricionista sobre alimentos probióticos, pratique exercícios (que fazem o intestino trabalhar de forma mais eficiente) e invista em atividades que reduzem o estresse e promovem equilíbrio.

A ciência comprova o que você instintivamente já sabia: é preciso estar com a cabeça no lugar para preservar suas vísceras.

(Fonte: Endócrino News)

A comunicação cérebro-cérebro

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Pesquisas comprovam que a comunicação direta entre cérebros humanos é possível. Duas pessoas podem se comunicar, repassando seus pensamentos uma para outra, através de grandes distâncias físicas, como mostram os mais recentes estudos da neurociência.

O pesquisador e professor da Escola de Medicina de Harvard (EUA), Alvaro Pascual-Leone, junto com Giulio Ruffini e Carles Grau, realizaram um experimento onde, sem utilizar a fala nem a escrita, estabeleceu-se a comunicação de cérebro para cérebro entre sujeitos localizados a cerca de 8.000 Km de distância um do outro.

Os cientistas lideraram uma equipe de pesquisadores da Starlab Barcelona, na Espanha; enquanto Michel Berg  liderou a equipe da Axilium Robotics em Estrasburgo, na França. Em um equivalente neurocientífico de mensagens instantâneas, conseguiram transmitir com sucesso as palavras “hola” e “ciao”, de um local da Índia para um local na França.

A transmissão foi mediada por um computador, usando-se um eletroencefalograma (EEG) ligado a internet e estimulação magnética transcraniana (EMTc), assistida roboticamente e guiada por imagem.

Já eram conhecidos estudos baseados na interação cérebro-máquina, através das pesquisas de Miguel Nicolelis e John Chaplin. Eles construíram o que chamaram de interface cérebro-máquina, demonstrando que animais ou humanos poderiam mover dispositivos, não importando a distância que estes estivessem de seus corpos, apenas imaginando o que desejavam fazer. O resultado foi demonstrado por Juliano Pinto que, estando paraplégico, entregou o ponta pé inicial na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, usando um exoesqueleto.

Os estudos avançam e pesquisadores da Universidade de Washington estão explorando o que chamam de “tutoria cerebral”, ou seja, a possibilidade de uma pessoa saudável transferir sinais diretamente de seu cérebro para pessoas deficientes ou impactadas por fatores externos, como um AVC (acidente vascular cerebral).

 Os cientistas trabalham também na transmissão de estados cerebrais, como o envio de sinais de um aluno focado para outro com déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H), bem como na possibilidade de um professor transferir conhecimento para um aluno por esse mecanismo cérebro-cérebro.

 O assunto é fascinante e as possibilidades são infinitas. A conexão mental e energética  é um fenômeno real, que finalmente a ciência vem conseguindo comprovar. O cérebro humano,  como disse certa vez Nicolelis, é um universo incrível que temos entre nossas orelhas, só  comparável ao Universo que temos sobre a nossa cabeça.

(Luciane Ferreira)

Yoga – conheça a teoria que precede a prática

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Praticar Yoga está na moda. Academias lotam suas classes, com a promessa de corpo forte e mente tranquila. Redes sociais tornaram-se vitrines, onde os praticantes mostram suas evoluções na prática das posturas.

Nenhum problema quanto a popularidade da parte física do Yoga. Realmente, trata-se de uma atividade incrível que, quando realizada com o devido acompanhamento profissional, oferece inúmeros benefícios ao praticante. Mas Yoga é muito mais que isso.

Ásanas (posturas) constituem apenas um dos ramos do Yoga. Ser um praticante, significa seguir toda a filosofia yogi, descrita nos Yoga Sutras, de Patânjali. 

Considerado um siddha (yogi perfeito), Patânjali teria vivido na Índia por volta do século 4 d.C. Ele foi o responsável pelos textos (sutras) que descrevem a filosofia desta prática milenar (muito mais antiga que ele, o Yoga foi criado há mais de 5.000 anos).

A palavra Yoga significa “União”. A prática visa integrar/unir nossos 4 corpos: fisico, energético, emocional e mental. O objetivo final da prática do Yoga é atingir o Samadhi, um estado de plena lucidez e hiperconsciência, algo como o Nirvana do Budismo.

O caminho para atingir o Samadhi passa por 8 estágios, descritos por Patânjali. São eles:

Yamas (princípios morais), Nyamas (princípios de autopurificação), Àsanas (posturas psicofísicas), Pranayamas (controle rítmico da respiração), Pratiahara (contenção dos sentidos), Dharana (concentração), Dhyana (meditação), Samadhi , (hiperconsciência, iluminação).

Em resumo, praticar Yoga significa seguir o caminho da não violência, do respeito à vida em todas as suas formas. Viver a verdade, sendo honesto nas palavras e atitudes. É ter o domínio de nossas energias, entendendo que nos relacionamos energeticamente com nossos parceiros, em nossos contatos íntimos e emocionais.

Praticar o desapego, a não possessividade, é também um grande preceito do Yoga (amar alguém sem possuí-lo, possuir bens materiais sem se deixar possuir por eles).

A pureza (física, emocional, mental) é alcançada através da alimentação limpa e sem sofrimento (vegetarianismo), dos mantras e da meditação. Dentro dos Nyamas, ainda temos a prática do contentamento (onde devemos procurar a alegria e quando não for possível, ao menos manter um estado de serenidade e paz interior), a autosuperação e auto observação.

Nosso corpo físico é nosso meio de expressão no mundo material. Devemos deixá-lo forte, saudável, flexível. Sendo assim, os Àsanas (posturas) trabalham nossos centros de força, estimulam o funcionamento dos plexos, das glândulas e promovem, como consequência, o aumento no tônus muscular, favorecendo a boa estética física.

Indispensável à pratica de todo yogi, os Pranayamas (exercícios respiratórios), promovem a oxigenção do corpo, pacificando as emoções e expandindo a bioenergia, devendo fazer parte de todo treinamento.

O caminho para o Samadhi, passa também pela abstração e controle dos sentidos, através de técnicas de Concentração, e pela Meditação, técnica amplamente estudada pela ciência, com benefícios inúmeros, dentre eles a expansão da consciência, o aflorar da intuição, controle do stress, rejuvenescimento fisiológico, paz interior, dentre muitos outros.

Sim, o caminho é longo e talvez dure a nossa vida inteira. Mas, não existe caminho novo, o que existe é um novo jeito de caminhar. Vamos praticar a União. Esse é o intuito da nossa existência: compartilhar, amar, evoluir.

“Tu és infinito e toda alegria para ti está aberta”.

Namastê!

Luciane Ferreira.

Percebendo a realidade: escolha o lado bom da vida

felicidade-prioridade

Fernando Pessoa, em O Livro do Desassossego, diz que “a vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos”. 

O filósofo grego Epiteto disse, há mais de 2.000 anos, que “as pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas que acontecem com elas, mas pelos princípios e opiniões que elas formam sobre aquelas coisas. Quando estamos inviabilizados, perturbados ou tristes, não devemos responsabilizar os outros, mas a nós mesmos; isto é, aos nossos próprios princípios e opiniões”.

A ciência comportamental moderna concorda! O psicólogo americano Albert Ellis, famoso por desenvolver a terapia de comportamento racional emotiva, explicou que o modo “como” as pessoas reagem aos eventos é determinado em grande parte pela sua visão dos acontecimentos e não pelos próprios acontecimentos.

Mude sua percepção, crença ou opinião sobre os fatos. Podemos escolher o lado bom da vida. Podemos focar nossa atenção nas qualidades, nas possibilidades, na esperança, no amor.

É possível perceber, a todo momento, o lado bom das coisas e das pessoas, porque sempre tem. Boas crenças e bons sentimentos, geram mudanças de atitudes, que afetam profundamente nossa saúde e bem estar físico, mental e social.

A busca pelo autoconhecimento, pelo desenvolvimento e evolução pessoal é fundamental na construção de uma visão positiva da vida. Afinal, nós costumamos enxergar o mundo não como ele é, mas sim como nós somos.

(Luciane Ferreira)

Pense com o coração: o poder criativo do sentimento

imageSêneca, filósofo, poeta e advogado do Império Romano, dedicou-se a observar as questões existenciais que buscavam a consolação diante da dor. É dele a célebre frase “É parte da cura o desejo de ser curado”. Desde a antiguidade é conhecido o poder do pensamento sobre a realidade humana.

Então, o que nos limita? O que faz com que alguns alcancem uma vida plena, enquanto outros permanecem à margem do que poderiam ser? Diferenças sociais, financeiras, culturais? Imposição genética? A ciência tem conseguido provar que o que nos diferencia, de fato, são nossas crenças, como pensava Sêneca.

Nosso corpo tem a capacidade de reparar qualquer parte para a qual nossa atenção esteja focada. No entanto, fomos programados com a crença de que somos vítimas da hereditariedade. De fato, não podemos mudar nosso DNA, mas podemos alterar sua “leitura”, através do ambiente em que vivemos e da nossa percepção sobre ele.

Os genes apresentam padrões e é possível criar mais de trinta mil variações, a partir de um único gene. Este é o campo de estudos da Epigenética, ciência que estuda o papel do ambiente,  no controle sobre nossa fisiologia e nossos genes.

É amplamente estudado e conhecido o Efeito Placebo. No mínimo um terço de toda a cura medicinal é conquistada através do que a mente do paciente determina. No outro extremo, o Efeito Nocebo mostra que uma crença negativa pode fazer com que adoeçamos, tanto quanto uma crença positiva pode nos curar. A função da mente é criar coerência entre o que acreditamos e a realidade vivenciada.

Todo esse raciocínio remete-nos, claramente, ao pensamento de Henry Ford, “Quer você acredite que pode, ou que não pode, você está certo de qualquer maneira”. Por que então, na maioria das vezes, pensar positivo, simplesmente não funciona?  Porque não basta pensar, nem mesmo querer. É preciso sentir!

O campo vibratório do coração é cerca de 5.000 (cinco mil!) vezes maior que o do cérebro. Descobertas recentes da Neurociência mostram que existe uma via de mão dupla cérebro/coração – coração/cérebro. Sentimento e pensamento comunicam-se. Isso acontece através de neurônios, presentes no sistema de condução elétrica cardíaco. Trata-se de um “pequeno cérebro” dentro do coração!

Resumidamente, o coração (sentimentos), comunica-se com o cérebro (pensamentos), que determinará nossas crenças e nossa percepção da realidade. Aquilo em que acreditamos, construirá o que seremos, seja através de nossas atitudes, seja pela mudança fisiológica da nossa expressão gênica.

Quando nossos sentimentos estão coerentes com nossos pensamentos, nossas crenças tornam-se o foco de nossa atenção e ação. Criamos, assim, nosso estado de saúde e nossa realidade como um todo.

Como é possível, então, adquirir um estado de Coerência Cardíaca, onde exista equilíbrio entre sentimento (coração) e pensamento (cérebro/crenças)?

A meditação é uma poderosa ferramenta neste processo. Ela possibilita um aquietamento da mente, propiciando a lentificação das ondas cerebrais, enquanto acalma os batimentos cardíacos, estabelecendo um estado coerente entre cérebro e coração. O controle ativo de nossa respiração facilita esse processo.

Quando adquirimos um estado de harmonia entre o que pensamos e sentimos, quando as ondas cerebrais se acalmam e os batimentos cardíacos também, mantendo um estado normal de variabilidade, podemos afirmar que atingimos um estado de Coerência Cardíaca. 

Nosso coração é mais do que uma estação de bombeamento do corpo. É, verdadeiramente, um orgão de inteligência! Ele apresenta uma rede neural,  de mesma natureza daquela que compõe o sistema cerebral.

Este orgão tão nobre é a fonte de maior força eletromagnética do nosso corpo. A leitura do espectro de frequência do coração pode ser mensurada a partir de três metros de distância do corpo, o que mostra que seus sinais eletromagnéticos são muito mais fortes do que as ondas cerebrais.

Guie-se pelos seus sentimentos! Mas conheça os pensamentos que dão significado a eles. Viva, pense, sinta e aja corretamente, para que exista equilíbrio entre razão e emoção.

Temos a teoria que sustenta a prática. Vamos abandonar nossos condicionamentos enfraquecedores e escolher sermos saudáveis! A vontade, a motivação e a intenção, quando realizados em um estado de Coerência Cardíaca, tornam-se poderosas ferramentas de ação, na construção de uma vida plena.

Escute seu coração! Neste orgão incrível, onde muitas vezes construímos muros ao redor, podemos encontrar força e fé, permitindo que a nossa maior inteligência, a emocional, guie nossas vidas.

(Luciane Ferreira)